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Brasília

Pai e filho se reencontram após 11 anos

Arquivo Geral

18/07/2012 7h10

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

 “Passar 11 anos sem ver o filho é        muito triste.  Se for calcular em dia, hora e minuto é muito tempo, mas  serve de exemplo para estimular pais de outras pessoas desaparecidas”, disse, emocionado, o açougueiro Evandro de Paula, 49 anos, pai  de um adolescente de 13 anos, ao reencontrar  o filho. Ele não via o garoto desde que ele tinha dois anos.

 

 Apesar do tempo, Evandro disse que nunca perdeu a esperança de encontrá-lo. O garoto, que também se chama Evandro, foi levado de casa,  em Luziânia,  Região Metropolitana do Distrito Federal, onde morava com a mãe.  Foi a mãe do menino, que  seria usuária  de droga, quem desapareceu misteriosamente com o filho, em 2001.

 

A mulher fugiu    com a criança e foi morar  em Grajaú, cidade do interior do Maranhão, distante  cerca  de 1,6 mil quilômetros de Brasília. Com o desaparecimento e  sem ter informação, o pai ficou desesperado. Afinal, o garoto  era filho único de Evandro. Ele procurou a criança e a companheira por toda a redondeza, sem sucesso.

 

 Quatro anos depois do sumiço  ele registrou ocorrência de desaparecimento, na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul).  Mas os policiais o orientaram a procurar a polícia goiana, em Luziânia, onde o menino desapareceu. Era apenas a sequência  de 11 anos de  peregrinação.

 

De acordo com a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o adolescente só foi localizado após o Conselho Tutelar da cidade maranhense retirar a guarda da mãe, em abril último. A mulher  foi denunciada  por maus-tratos ao filho.

 O adolescente foi morar na casa de uma professora, na mesma cidade.  Preocupada, a educadora iniciou uma campanha nas redes sociais para tentar localizar parentes do garoto. Foi a partir da postagem no site de pessoas desaparecidas no País que surgiu a grande esperança de o jovem deixar os momentos difíceis ao lado da mãe  e voltar à vida normal ao lado  do pai e de outros cinco irmãos mais novos.

 
Um mês depois  de a professora ter colocado a fotografia do adolescente no site de desaparecidos, em Grajaú, a analista legislativa Maria José da Silva Santos, que mora em Brasília, foi visitar parentes naquela cidade maranhense. A funcionária  pública soube da história  contada por uma sobrinha e fez contato na rede social com a professora.

 
 Certidão

 

Maria José soube que o garoto tinha uma certidão de nascimento onde atestava que ele era de Brasília. Ao receber as informações a servidora entrou em contato com o serviço do Disque Denúncia, da Polícia Civil, pelo número 197. Pelo cadastro da instituição, a polícia descobriu que havia um registro de desaparecimento de uma criança na 21ª Delegacia de Polícia, feita em 2005  pelo pai.
 Segundo a delegada Scheyla Costa, da DPCA,  informado da localização do filho, o pai ficou emocionado. A delegada destacou a importância do trabalho conjunto da Polícia Civil do DF, do Conselho Tutelar e   da Promotoria  da Infância, os dois últimos do Maranhão, e principalmente da professora e da analista legislativa para que o desaparecimento do garoto tivesse um final feliz. “O mais importante  é que pai e filho agora estão juntos”, afirmou.  

 

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