Gabriella Bontempo
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“Eu nunca imaginei que isso poderia acontecer. A dor que vi, pela televisão, o pai de Mércia Nakashima sentir eu estou sentindo agora. Nada justifica o que ele (Rendrik) fez. Ninguém pode forçar uma mulher a fazer qualquer coisa. A atitude dele foi de cafajeste, porque uma mulher tem que ser tratada como a pedra mais preciosa que existe”.
Essa foi a afirmação do homem trabalhador, agricultor simples e pai da estudante Suênia Sousa Farias, 24 anos, durante o velório da filha. Sinval Monteiro de Farias, 62 anos, veio de Formosa (GO) para enterrar o corpo da estudante morta a tiros pelo professor de Direito Rendrik Vieira Rodrigues.
“Eu quero que ele perca o registro, não quero que volte para a sala de aula para que lá na frente aconteça com outro pai o que aconteceu comigo. Ele é um louco. Construí minha família com muito esforço, lutei para que meus filhos tivessem estudo. Em um segundo esse indivíduo acabou com a minha vida”, lamentou.
Para Sinval Monteiro, o maior orgulho era ver a filha formada. “O maior prazer que eu tinha era ver a minha filha formada em Direito. Eu sou agricultor, analfabeto e esse era o meu orgulho. Esse homem é um bandido, não merece o respeito de ninguém”.
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