Manuela Rolim
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O pai da criança de quatro anos, morta nessa quinta (8) após ter sido, supostamente, agredida pelo padrasto, 30, já havia procurado o Conselho Tutelar de Taguatinga Norte antes do ocorrido. A informação foi confirmada por uma das conselheiras que acompanha a família. O responsável contactou a unidade para solicitar uma orientação sobre o pedido de guarda dos filhos. A vítima tem um irmão de dois anos que também apresentou ferimentos no rosto e está com uma perna engessada. O menino que veio a óbito teria tido traumatismo craniano. A 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) investiga o caso.
De acordo com a conselheira Suedes de Fátima Almeida, o responsável pelo garoto também pediu informações sobre as visitas que poderia fazer aos filhos. “Nunca recebemos nenhuma denúncia de maus-tratos referente à família da vítima. Vale lembrar que o conselho não recebe apenas casos de abuso. Agora, vamos acompanhar a outra criança e aplicar todas as medidas protetivas cabíveis”, explica. Além disso, a ex-namorada do pai do garoto também teria dito ter problemas de relacionamento com a mãe das crianças, segundo o conselho.
Na manhã dessa quinta, o menino foi deixado pelo padrasto no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) com hematomas pelo corpo. Segundo a Polícia Militar, o homem alegou que ele teria caído no banheiro e se machucado. A equipe médica, entretanto, desconfiou do estado de saúde do paciente e acionou a corporação.

Kleber Lima
Em seguida, a PM localizou o endereço da vítima e foi até a casa onde ela morava com a mãe, o padrasto e o irmão mais novo. Na residência, na QNJ 36, estava o carro de um vizinho, utilizado para levar o garoto ao hospital. Tanto o padrasto quanto o dono do veículo foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos. Eles não contestaram. Disseram que tinham voltado para casa para pegar os documentos da criança.