Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br
Apartir de segunda-feira, alguns hospitais particulares que atendem usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) não receberão pacientes nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) vindos da rede pública. A decisão foi tomada em assembleia do Sindicato Brasiliense de Hospitais Casas de Saúde e Clínicas em apoio aos 14 hospitais privados que recebem pacientes de alta complexidade, tanto de leitos com essa previsão quanto internações ordenadas por liminares judiciais.
De acordo com o Sindicato, alguns deles estão há mais de um ano sem o pagamento da Secretaria de Saúde (SES), somando uma dívida de cerca de R$ 103 milhões. A SES respondeu, por meio de nota, que está revisando a tabela de preços segundo valores do SUS, alterando acordo feito com empresas do setor.
O diretor do Hospital das Clínicas (HCB) e do Hospital Alvorada, de Taguatinga, Moacir Zanata, dispensou 46 funcionários no último mês pela impossibilidade de pagar os salários. “Não posso mantê-los. Para garantir o 13º salário acabamos de buscar empréstimos. A dívida da Secretaria (de Saúde) conosco já se arrasta por um ano, chegando a R$ 29 milhões”, afirma Zanata.
Ele diz que não tem mais condições de manter equipes, equipamentos, material e medicamentos para tratamentos caros como de câncer e casos de risco de morte. Numa sala de depósito do HCB estão várias pilhas de prontuários dos pacientes atendidos pelo SUS no último ano.
Leia a matéria completa na edição deste sábado (27) do Jornal de Brasília