Nesta terça-feira (5), a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS) recebe na sala Villa-Lobos, às 20h, o violinista Erich Lehninger, para o seu tradicional concerto. No programa, ‘Fantasia Escocesa para violino e orquestra’ de Max Bruch, e Sinfonia no. 2 de Alexander Borodin. A regência é da maestrina Elena Herrera.
Erich Lehninger é natural da Alemanha, onde começou a tocar violino aos cinco anos de idade orientado por seu pai. Com onze anos tornou-se aluno de Helmut Zernick, em Colônia, e naquele mesmo ano estreou em público com um recital de violino e piano. Em 1963, integrou-se à classe de Max Rostal na Escola Superior de Música em Colônia, onde se diplomou em 1969.
Ainda como estudante, Lehninger exerceu o cargo de Spalla da Orquestra de Câmara da Renânia. Foi solista de muitas renomadas orquestras, como Bamberger Sinfoniker (Orquestra Sinfônica de Bamberg), Nordwestdeutsche Philharmonie, Westfälisches Sinfonieorchester e outras. De 1971 a 1974, foi Spalla da “Nordwestdeutsche Philharmonie”, sob a direção de Erich Bergel, enquanto continuava seus estudos sob a orientação de Arthur Grumiaux.
Sua extensa atividade como Solista e Camerista o levou para muitas cidades em quatro continentes, inclusive ao Brasil em 1970, onde realizou a primeira audição sul-americana do concerto “Memória de um Anjo” de Alban Berg. Desde 1975 está radicado no Brasil. Neste mesmo ano, fundou, junto com Gilberto Tinetti e Watson Clis, o “Trio Brasileiro” que logo se consagrou com apresentações e gravações no Brasil e no exterior.
Atua regularmente como solista com orquestras importantes do país e gravou LPs e CDs para os selos Philips, Eldorado, CDA, Lami e Daktylos. Foi Spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e Spalla e Regente do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, entre outras orquestras. Foi professor da Universidade da Paraíba, em João Pessoa, da USP e da UniRio, e é responsável pela formação de duas gerações de jovens violinistas brasileiros.
Suas permanentes pesquisas sobre música brasileira resultaram em projetos, em especial o “Memória Musical”, iniciado em 1998 e patrocinado por grandes empresas como Volkswagen do Brasil, Grupo Ultra, Petroquímica União, Banco BNL do Brasil, Visanet, e que contou com o apoio de Siemens, Terra, Jornal o Valor, Banco Santos, Bradesco, CBN, Rádio Eldorado e outros.
Erich Lehninger é detentor de premiações como o “Prêmio de Música de Câmara da Cidade de Colônia” (Alemanha); o “Troféu Eldorado de Música Erudita”; o “Prêmio Lei Sarney”; o ”Prêmio Carlos Gomes” e “Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte”. Como regente, tem atuado a frente à Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, à Orquestra Sinfônica de Recife, à “Sinfonia Cultura” de São Paulo, à “Sinfonietta Rio”, entre outras. Dando sempre ênfase à música de concerto brasileira, Erich Lehninger é um dos músicos de maior destaque no panorama musical nacional.
Programa
Solista: Erich Lehninger (violino).
Max Bruch: Fantasia Escocesa para violino e orquestra
Alexander Borodin: Sinfonia nº 2
Serviço
Concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional
Data: terça-Feira (5)
Hora: às 20h
Local: Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional
Regente: Elena Herrera
Solista: Erich Lehninger
Classificação indicativa: 12 anos
Entrada franca, até o limite de lotação da sala
Mais informações: (61) 3325-6232