Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br
Com o início do período de estiagem chegando ao Distrito Federal, a baixa umidade relativa do ar e falta de consciência de muitos brasilienses, o Corpo de Bombeiros deu início à batalha contra as queimadas e centenas de focos de incêndio que consomem o Cerrado. A Operação Verde Vivo pretende, já em sua terceira fase, conter números alarmantes, como os 256 incêndios florestais que já consumiram 2,6 milhões de metros quadrados.
Preservar a Floresta Nacional de Brasília (Flona) é uma das principais metas. Sem contar com a ajuda das chuvas, que se tornam cada vez mais escassas neste período do ano, os militares contam com uma grande infraestrutura para combater o fogo. A aparelhagem da corporação foi reforçada pela compra de duas aeronaves Air Tracktor 802F. Vindas dos Estados Unidos, elas foram customizadas paras as demandas de combate a incêndios no DF e custaram US$ 1,9 milhão cada. O modelo, que atinge velocidade de até 250 km/h, pode carregar 3,1 mil litros de água e voar ininterruptamente por até sete horas. Pistas de t
erra com cacimbas d’água serão construídas em pontos considerados críticos, como o Parque Nacional e a Reserva do IBGE.
O subcomandante do Corpo de Bombeiros, coronel César Corrêa, explicou que o reforço aéreo serve para auxiliar na chegada a locais de difícil acesso e que estejam em chamas. “Além dos aviões, temos esses dois helicópteros e dois novos veículos importados de Portugal e que foram desenvolvidos especialmente para combater incêndios florestais. Nosso alvo é justamente evitar que grandes hectares de floresta nativa se tornem cinzas”, destacou.
Atualmente, os bombeiros trabalham com dois aviões de monitoramento que sobrevoam o DF e avisam as equipes em terra sobre os focos de incêndio. As condições climáticas do DF se tornam um dos maiores desafios para os bombeiros. Com a temperatura alta, umidade baixa e ventos fortes, a propagação costuma ser muito rápida. “Essas são ocorrências muito difíceis de combater, a vegetação queima muito rápido. Por isso também, o Governo do DF entregou 18 novas viaturas que serão usadas para chegar o mais rápido possível aos locais de incêndio”, explicou César Corrêa.