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Brasília

Operação investiga esquema de sonegação fiscal superior a R$ 5,8 milhões

PCDF cumpriu mandados no DF e em Goiás contra grupo suspeito de usar empresa fantasma para emitir notas fiscais falsas e acobertar comércio ilegal de madeira

João Victor Rodrigues

31/07/2026 9h18

Foto: PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (31), a Operação Blackwood para investigar um esquema de sonegação fiscal que teria causado prejuízo superior a R$ 5,8 milhões aos cofres públicos. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT/DECOR) e teve como alvo um grupo suspeito de utilizar uma empresa fantasma para emitir notas fiscais falsas e ocultar operações irregulares no comércio de madeira.

Segundo as investigações, a empresa estava registrada em nome de um “laranja” e funcionava apenas para emitir documentos fiscais fraudulentos. A Polícia Civil identificou que os verdadeiros responsáveis pelo esquema pertencem à mesma família e são proprietários de madeireiras em funcionamento. De acordo com a corporação, as notas fiscais falsas eram utilizadas para conferir aparência de legalidade à venda de madeira de origem irregular e permitir o aproveitamento indevido de créditos tributários, reduzindo o pagamento de impostos.

As apurações também apontam que os investigados já foram autuados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por infrações relacionadas ao comércio ilegal de madeira. Para aprofundar as investigações, a Justiça autorizou o cumprimento de três mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Vicente Pires, no Distrito Federal, e na Cidade Ocidental, em Goiás. Também foi determinado o bloqueio de R$ 5,8 milhões em bens e valores dos suspeitos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de sonegação fiscal, associação criminosa e falsidade ideológica, cujas penas máximas somadas chegam a 13 anos de prisão. Segundo a Polícia Civil, a operação recebeu o nome de “Blackwood” em referência ao mercado clandestino de madeira, alvo central das investigações, que continuam para identificar a extensão do esquema e a participação de outros envolvidos.

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