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Brasília

Operação Flona Viva: Ação reúne equipes e voluntários para regaste da área afetada pelo fogo

A reunião, que aconteceu às 11 horas, deu início à Operação Flona Viva, voltada para o resgate da fauna e da flora

Redação Jornal de Brasília

11/09/2024 18h34

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Foto: Camila Coimbra / Jornal de Brasília

Por Camila Coimbra
redacao@grupojbr.com.br

Nesta quarta-feira (11), o chamamento público feito em apoio à Floresta Nacional de Brasília reuniu cerca de 140 pessoas dispostas a ajudar na recuperação e na conservação da área afetada pelos incêndios. O fogo, que começou no dia 3 de setembro, só foi extinto no dia 6, atingindo cerca de 40% da Floresta Nacional de Brasília e gerando uma área queimada de 2.586 hectares.

A reunião, que aconteceu às 11 horas, deu início à Operação Flona Viva, voltada para o resgate da fauna e da flora. Equipes do ICMBio, do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Ibama, do Jardim Botânico de Brasília e da Fundação Zoológico de Brasília, junto com a sociedade civil, têm como objetivo mobilizar equipes e voluntários para iniciar as atividades de recuperação.

Fábio Miranda, chefe da Flona, discursou sobre a situação atual da floresta e como serão as ações: “Após as avaliações das inscrições dos voluntários, a ação trabalhará em três frentes. As frentes de trabalho disponíveis são: 1- Manuseio de Equipamentos Florestais, Revitalização de Trilhas e Desobstrução de Áreas; 2- Arrecadação de Alimentos e disponibilização de alimentação para a fauna; e 3- Plantio de sementes e mudas, que só ocorrerá em outubro, no período que antecede as chuvas”.

Carolina Maia, 26 anos, estudante de biologia na UnB, participou do chamamento público e será voluntária na Operação Flona Viva. Ela comenta sobre sua relação com a Flona: “Já tive contato com a Floresta Nacional (Flona) algumas vezes, pois gosto de fazer trilhas no parque e participo de pesquisas de campo. Nós verificamos a fauna local tanto em Brasília quanto em Olhos d’Água”.

No entanto, como bióloga, ela expressa tristeza ao observar os danos que os incêndios têm causado. “O Cerrado se regenera, mas até certo ponto. Houve perdas de fauna, muitas perdas no Cerrado e também nas áreas de conservação de nascentes, como o Fábio informou”.

A estudante também comenta sobre a origem dos incêndios: “Quando se trata de incêndios naturais, eles são causados por trovões ou raios. Esses incêndios, em sua maioria, são criminosos ou acidentais. E aqui, como é uma área cercada por atividades humanas, por serem parques urbanos, ficam suscetíveis”.

“As pessoas acreditam que o Cerrado e as matas vão resistir, mas estamos cada vez mais próximos de um ponto crítico. Vemos isso na perda de biodiversidade e na crise hídrica, que pode se agravar. O meio ambiente está nos dando um recado: precisamos mudar de atitude”, finaliza.

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