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Brasília

Operação fiscaliza mais de 45 voos em aeroporto no DF

Arquivo Geral

04/04/2011 19h52

Num esforço concentrado com a participação de cinco órgãos, sob a coordenação da Receita e da Polícia Federal, a operação Aeroporto Seguro fiscalizou 16 voos internacionais e mais de 30 domésticos que pousaram ou partiram hoje do Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília (DF).

 

Foram apreendidos 29 quilos de produtos de origem animal e vegetal, importados ilegalmente, além de dez malas de sacoleiros, que voltaram com muita sede às compras no exterior, estimulados pelo dólar em queda e o real valorizado. O volume apreendido ficou três vezes acima das apreensões de rotina.

 

A operação, que deverá se estender aos demais aeroportos brasileiros, é uma experiência piloto para reforçar a segurança dos aeroportos em razão dos grandes eventos esportivos previstos, como a Copa das Confederações (2013), a Copa do Mundo (2014) e a Olimpíada (2016). A ação envolveu também agentes da vigilância agropecuária do Ministério da Agricultura e da Secretaria da Fazenda de Brasília. A capital federal será uma das cidades sedes da Copa do Mundo.

 

Ao todo foram mobilizadas mais de 80 pessoas em 24 horas de fiscalização, que abrangeu cem por cento das bagagens dos voos internacionais e de rotas domésticas que tiveram origem em pontos fronteiriços, como Manaus, Cuiabá e Porto Alegre. Foram empregados também três cães farejadores na busca de drogas. O inspetor-chefe da Alfândega, Wagner Castro, informou que tudo foi feito “sem atrasar os voos e com o mínimo de contratempo aos passageiros, que entenderam o objetivo da operação”.

 

Mas alguns passageiros esbravejaram com a apreensão de produtos, sobretudo uma senhora que perdeu 4,5 quilos de bacalhau que trazia de Portugal para presentear familiares. Um pesquisador de São Paulo ficou sem a coleção de insetos que trazia da Ásia. Houve apreensão de queijos, frutas, plantas e até de um frasco de terra que um saudosista trazia como recordação da Europa. “A lei é rígida para impedir entrada de pragas e fatores patógenos que tragam risco à saúde pública no território nacional”, informou Fábio Fraga, chefe do Serviço de Vigilância Agropecuária.

 

Nas malas de sacoleiros foram apreendidos principalmente roupas de grife, componentes eletrônicos, relógios, perfumes e cosméticos em quantidades acima da cota permitida. Apesar dos protestos, ninguém foi preso. “Nosso objetivo é tornar o Aeroporto JK o mais seguro do País e induzir outros terminais a adotarem ações integradas como essa”, afirmou o delegado Marcos Paulo Cardoso, da Polícia Federal.

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