Os artesãos da Feira da Torre de TV não serão mais transferidos este ano para a nova área construída na parte de baixo do monumento. Durante reunião com representantes dos feirantes na tarde desta quinta-feira (9), a vice-governadora, Ivelise Longhi, anunciou a decisão do governo e ressaltou que as instalações estão prontas para começar a funcionar. No entanto, a mudança neste final de ano poderia trazer transtornos aos usuários justamente no período de maior fluxo de visitantes por conta das compras de Natal. Além disso, de acordo com a Coordenadoria das Cidades, poucos feirantes estão aptos, até agora, para ocupar o novo espaço.
Por conta do volume de recursos apresentados pelos artesãos, da falta de documentação e, em alguns casos, de irregularidades encontradas, não houve o cumprimento de todos os critérios estabelecidos para a transferência, o que impossibilitou a habilitação de todos os feirantes. Técnicos da coordenadoria constataram as dificuldades e tentam resolver o mais rápido possível as pendências dos processos.
“Entendemos que poderia ser problemático transferi-los agora, pois a análise de processos ainda não foi finalizada, e muitos feirantes que ocupam o atual espaço não poderiam descer por conta disso”, afirmou Ivelise.
Os feirantes afirmam que a decisão anunciada pela vice-governadora vai ao encontro dos anseios dos artesãos. Participaram da reunião o presidente da Associação dos Feirantes da Torre de TV (AFTTV), Nicanor de Farias, o vice-presidente da entidade, Alex Moraes, a presidente da Associação dos Expositores, Artesãos, Artistas Plásticos e Manipuladores de Alimentos da Feira da Torre de TV (Asseapma), Esmeralda Marinho, seu vice, José Trajano, e o presidente da Federação das Associações dos Artesãos do DF e Entorno, Adivan Eneas. O chefe da Coordenadoria das Cidades, Sérgio Cardoso, também participou do encontro.
A pedido dos artesãos, o GDF deve intensificar nos próximos dias a fiscalização do atual espaço da Feira da Torre de TV. Os feirantes também devem fazer algumas modificações nos futuros boxes, para adequá-los melhor às suas atividades.
Projeto
Segundo a Novacap, o anteprojeto da nova feira – elaborado em 2008 – previa oficinas, auditórios, salas de exposição e até uma delegacia e estava estimado em R$ 30 milhões. A proposta, no entanto, não conseguiu aprovação de órgãos como o Iphan, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma) e a Administração de Brasília.
O projeto foi refeito para atender às leis do tombamento e orçado em R$ 15 milhões. Ainda de acordo com a Novacap, foram feitas melhorias técnicas e qualitativas sobre esta nova proposta, como novos acabamentos na obra. Também houve acréscimo na área de implantação e no número de barracas, que hoje é de 608, calçadas e bancos. Com as ampliações, o valor final ficou estimado em R$ 18 milhões.