O frio se instalou no DF nos últimos dias, mas o inverno começa oficialmente nesta quinta-feira (20) às 17h51, e termina no dia 22 de setembro, às 9h44, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. Essa estação tipicamente tem uma redução de chuvas, e diminuição da umidade. O JBr conversou com alguns especialistas com as recomendações de saúde para essa época do ano.
Para os próximos dias a previsão de temperaturas vai variar entre 13°C e 27°C no fim de semana, e a umidade máxima de 85% e mínima de 25% no sábado (22), e no domingo (23), vai variar entre 90% e 30%.
Segundo o Inmet, o Distrito Federal marcou a sua segunda menor temperatura do ano na manhã desta quarta-feira (19). Na Estação Meteorológica de Águas Emendadas, em Planaltina, a mínima foi de 8,3º C. A menor temperatura de 2024 no quadradinho foi registrada na segunda-feira (17) também em Planaltina, com o registro de mínima de 7,5º C. No dia 13 de junho, a RA do Gama também chegou a ter 9,9º C.
A jornalista Kiara Mila Matos de Oliveira Goulart, 33 anos, não gosta do inverno. “Frio é bom só quando estamos em casa, porque não tem nada de lindo em sair empacotada, pegar ônibus lotado, morrer de calor lá dentro, e ficar com frio de novo, ao descer do mesmo”, desabafa.
Mesmo não sendo a maior fã dessa época do ano, ela acredita que é o período com a desculpa perfeita para usar aquelas roupas mais pesadas que passam o ano todo guardadas. “E consequentemente, a gente aproveita para ficar um pouco mais elegante”, comenta. Kiara tenta se manter hidratada sempre, mas não faz muita coisa além disso.
Cuidados com a pele no frio
Com a chegada do inverno, a dermatologista Cristina Salaro, faz várias recomendações para os cuidados com a pele que fica mais sensível com a seca. Para começar, a doutora explica que os banhos longos e quentes devem ser evitados. “Banhos quentes fazem mal, pois tiram a oleosidade natural da nossa pele, e a água quente a deixa desidratada”.A preferência deve ser para banhos mornos e rápidos. “O sabonete também interfere; prefira sabonetes “syndet”, sem sabão, que são mais suaves para a pele e não retiram a camada lipídica protetora”.
Ela recomenda o uso de hidratante corporal, que nesta estação do ano deve ser intensificado. O rosto também precisa de hidratação, mesmo que a pele seja oleosa. Além disso, a médica destaca que a hidratação e o uso do filtro solar devem ser mantidos mesmo no inverno. “Essa época traz o ressecamento da pele tanto do rosto, quanto do corpo, por isso é importante manter a pele sempre hidratada”.
Também é no inverno que as pessoas investem em tratamentos com peelings, lasers e ácidos mais fortes, focando em melhorar manchas e texturas de pele, como explica Cristina. Por isso, ela reforça que o uso do filtro solar é imprescindível, pois a pele fica mais sensível. “Lembrando que em dias frios e nublados temos que passar filtros solar pois os raios UVA ultrapassam as nuvens”.
A doutora destaca que doenças de pele como dermatite atópica, dermatite seborreica, eczema, e rosácea, podem se agravar no inverno. “Trocar o sabonete em barra pelo sabonete líquido e deixar a esfoliação para um outro momento é uma boa ideia”, adiciona. Cristina salienta que não se pode esquecer da ingestão hídrica; água, chás e sucos verdes são uma boa recomendação.
Infecções respiratórias no frio
De acordo com o Inmet, a redução das chuvas nesta época do ano acontece devido à persistência de massas de ar seco, que acarreta na diminuição da umidade relativa do ar. O que vai favorecer o aumento da incidência de queimadas e incêndios florestais, e principalmente, a proliferação de doenças respiratórias.
O infectologista Dalcy Albuquerque Filho aponta que nessa época, é importante que a população procure as vacinas disponíveis, para se prevenir dos vírus respiratórios. É preciso evitar estar em ambientes fechados com muitas pessoas. “Se for necessário, usar as mascaras”.
No inverno as infecções e alergias respiratórias podem se proliferar, e Dalcy aponta que a dica é manter sempre a mucosa umedecida, seja tomando líquidos, ou umedecendo o ambiente. “Evitar contato com pessoas sintomáticas, e caso fique doente, se isolar para quebrar a cadeia de transmissão”.