Kamila Farias e
Vinícius Borba
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Os transtornos enfrentados pelos brasilienses com a paralisação de 24 horas dos rodoviários pode ser uma mostra do que ocorrerá a partir de segunda-feira. A manifestação não rendeu os resultados esperados, sem qualquer avanço nas negociações para pagamento do reajuste de 7,88% reinvindicado pela categoria. Como resultado, eles informaram oficialmente com 72 horas de antecedência, como exige a legislação, à Secretaria de Transportes, sobre a greve geral a ser decretada na próxima segunda-feira, caso não haja avanços na conversa. Hoje, o comunicado será feito às empresas.
Nas ruas ontem, o que se viu foi o caos. Sem ônibus nas ruas, uma vez que os rodoviários afirmam ter parado 100% da frota, os 600 mil usuários do transporte público lotaram as paradas de ônibus e as estações do metrô. Muitos, sem alternativa, e com medo de não chegar ao emprego, optaram pelo transporte pirata, que correu solto durante todo o dia. O reforço no metrô, com a colocação de mais trens em circulação, não foi suficiente para atender a demanda. Muitas pessoas retiraram os carros das garagens, aumentando o fluxo nas principais vias do DF. Mesmo assim, teve muita gente que não conseguiu chegar ao trabalho e teve o ponto cortado. Apenas os micro-ônibus, de cooperativas, circularam, pois não fazem parte do movimento.
Os integrantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Coletivos do Distrito Federal passaram o dia apresentando prestações de contas sobre a aplicação do subsídio pago pelo GDF. Em tese, como defendem os rodoviários e o próprio governo, este montante seria suficiente para bancar o reajuste estabelecido em acordo com os rodoviários. Os patrões, porém, alegam ser impossível cumprir o compromisso sem aumento das passagens.
Segundo o diretor do Sindicato dos Rodoviários, Cláudio Galvão, houve apenas alguns diálogos com rodoviários, mas o dia foi improdutivo com relação a propostas concretas.