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O calor continua no DF

Altas temperaturas provocaram aumento nas vendas de climatizadores de ar e aparelhos de ar condicionado, segundo o Sindivarejista

Por Amanda Karolyne 15/11/2023 8h36
Foto: Amanda Karolyne/Jornal de Brasília

O brasiliense tem sofrido bastante com o calorão do Distrito Federal nos últimos dias, e de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o tempo deve permanecer quente e seco por mais um tempo. As temperaturas vão poder bater as casas de 36°C ou 37°C graus, e a umidade do ar deve ficar abaixo dos 30%.

Segundo o meteorologista Olívio Bahia, a previsão do tempo ainda continua sob o aviso de onda de calor. “Então, a gente tem que manter todos os cuidados com relação à questão do forte calor que vem atingindo parte do território brasileiro, como beber bastante líquido, passar protetor solar, evitar fazer exercícios físicos entre 10h e 16h e usar roupas leves”, cita.

Ele ainda lembra que é preciso cuidar um pouco mais dos idosos e das crianças, principalmente aquelas que estão mais expostas ao forte calor. “Além, obviamente, também da recomendação, já que a temperatura elevada, a baixa umidade do ar, e a falta de chuva nas últimas semanas, o risco de incêndio permanece elevado nesse feriado”, alerta. O meteorologista explica que a diferença é que existe uma pequena chance de pancada de chuva localizada. “Mas podemos ter uma pancada em algum local muito pontual. E que caso essa chuva ocorra, ela pode ser forte, pode vir acompanhada de rajada de vento, raio e até queda de granizo”. Essa previsão de chuvas isoladas é para o feriado até o início da semana que vem.

Essas altas temperaturas provocaram o aumento de 21% nas vendas de aparelhos de ar condicionado. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista), os ventiladores mais caros, acima de 50 BUTs (potência), podem custar até mais de R$ 21 mil. Já a comercialização de ventiladores, que custam bem menos, cresceu 39%, por saírem nos valores a partir de R$ 135.

Segundo o presidente do Sindivarejista, Sebastião Abritta, a população está conseguindo, na medida do possível, reduzir os efeitos do calor comprando aparelhos que refrescam os lares e os ambientes de trabalho. “Há lojas que parcelam em mais de cinco vezes as formas de pagamento e há as que dão descontos se o pagamento for com PIX”, acrescentou.

O Sindivarejista tem buscado informações atuais sobre a tendência da temperatura. De acordo com os dados do sindicato, dos 63 anos de Brasília, o dia mais quente foi em 8 de outubro de 2020, quando os termômetros assinalaram 36,5 graus.

O supervisor de uma loja de eletrodomésticos do Setor Comercial Sul, Marcelo Huberto Souza Carvalho, conta que tem vendido de 40 a 50 ventiladores por dia. “E esses climatizadores de água são vendidos toda hora, não para, não”. Ele acredita que as pessoas realmente estão em busca de um alívio desse calor, e acaba não sobrando nada no estoque. “Ar-condicionado, a gente tinha aqui e vendeu todos”.

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Thiago Amorim, 21, militar, está procurando um climatizador para amenizar o clima. “A gente tem ventilador em casa, mas mesmo assim não está adiantando nada”. O objetivo principal de vir ao comércio nesta semana, foi procurar um climatizador de ar.

Foto: Amanda Karolyne/Jornal de Brasília

Micaela de Jesus, 28 anos, empresária, estava procurando um climatizador ou um ventilador para o pai dela. “Porque os climatizadores deles quebraram e aí hoje decidi comprar”. Para ela, esse calor está muito difícil de aliviar, mesmo com ar-condicionado em casa. “Está bem quente, bem difícil, insuportável”. Ela aproveitou a volta no comércio para comprar o climatizador e se refrescar na frente dos que estavam expostos na loja.

Foto: Amanda Karolyne/Jornal de Brasília

As pessoas têm buscado um alívio para o calor, e quando nem o ar-condicionado ou o ventilador são o suficiente, tomar um sorvete pode ser uma saída prazerosa.

A gerente de uma sorveteria da QE 40 no Guará, Poliana Ribeiro, conta que o mês de novembro está muito diferente no estabelecimento. “Muita correria, né? Diferente do tradicional, um ano que tá muito quente e mesmo sendo dia de semana, está dando muito movimento”. Ela conta que esses dias, o calor aumentou o movimento da loja em 80%, do que geralmente seria esse mês. Ela afirma que o estoque de sorvetes, picolés e outros condimentos quadruplicou. “Porque geralmente na época de calor tem muita demanda e aumenta significativamente a quantidade de pedidos, mas agora está sendo muito maior. Para o nosso ramo isso é muito bom”.

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A filha pequena de Mariane Fernandes, 33 anos, fisioterapeuta, falou para a mãe na sorveteria que ela estava muito suada de tanto calor. “Tenho a sensação que todo o dia está mais quente, e a opção é procurar formas de dar uma refrescada, vir comprar um sorvete”. Além disso, o ar-condicionado em casa, ela diz que fica ligado o tempo todo.

Rosineia Barbosa, 29 anos, trancista, geralmente nem toma sorvete, porque faz dieta. “Mas resolvi que nem adianta, e hoje decidi me refrescar um pouco”. Para ela está demais esse calor, gerando até um mal-estar. “Estou em casa, tipo, geralmente eu durmo a tarde, mas mesmo com o ventilador, eu não consigo dormir, porque é muito calor”. Ela quase não usava o ventilador antes, só que agora está usando sempre. “O problema do ventilador é que o ar vem quente, e às vezes o que eu faço, coloco duas garrafas de água no congelador, e coloco na frente do ventilador depois, aí dá uma amenizada”. No feriado, ela pretende procurar um lugar com muita água para se refrescar.

A professora Ana Paula Porfirio, 41 anos, veio com o marido, o empresário Wanderlei Lopes, 54 anos, e a servidora pública, Elisabeth Porfirio, 55, para tomar um sorvete. “Parece que a gente vai derreter, né? Tem alguma coisa acontecendo diferente que não está normal, não em novembro”, comenta. Eles gostam de vir prestigiar os comércios locais nessas horas, e que o preço é acessível nessa sorveteria. “Sempre viemos aqui, e agora nesse calorão também, a frequência aumentou”. Além de ir à sorveteria, a professora também lembra que tomar bastante água é essencial.

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