Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Brasília

Número de transplantes de córnea cresce no DF

A explicação para o aumento nos números é a retomada dos procedimentos eletivos, após o período de pausa por causa da pandemia de covid-19

Foto: Agência Saúde

Apenas nos primeiros seis meses de 2021, o Distrito Federal realizou 200 transplantes de córnea. No mesmo período do ano, a capital havia feito 124 procedimentos, ou seja, o número atual é 61% maior que o anterior. Atualmente, a lista de espera para o transplante tem 398 pessoas aguardando.

“Os transplantes de córnea eletivos ficaram suspensos entre abril e setembro por conta da pandemia. Então, somente casos de urgência eram realizados. Tudo isso por conta da adoção de protocolos de segurança adotados bem no início da pandemia. Com o decorrer do tempo, alguns critérios foram revisados e foi verificado que era possível manter os transplantes de córnea eletivos”, explica a diretora da Central Estadual de Transplantes, Camila Vieira Hirata.

A explicação para o aumento nos números é a retomada dos procedimentos eletivos, após o período de pausa por causa da pandemia de covid-19. De acordo com Hirata, o transplante foi o que mais sofreu com a suspensão. “Houve uma queda de 46% na comparação com 2019 e, consequentemente, aumento da lista de espera. Então, ver que os pacientes que precisam do transplante de córnea estão sendo atendidos é muito gratificante”, afirma.

Atualmente, no DF, as cirurgias são realizadas pelo Sistema Único da Saúde (SUS) no Hospital de Base (HBDF), Hospital Universitário de Brasília (HUB) e Instituto de Cardiologia (ICDF).

Segundo a diretora, os cadastros para receptores são realizados pelas próprias equipes especializadas no transplante após avaliação com consultas e exames. “Atualmente, o tempo médio de espera para realização do transplante de córnea no DF é de um ano. Em caso de urgência, como por exemplo, uma perfuração do globo ocular, o paciente é priorizado na lista e o transplante é realizado em poucos dias”, informa.

Doação

A doação de córnea é possível apenas após falecimento e ser captada entre 6 e 12 horas após a parada cardíaca. O transplante só acontece se houver doação da córnea, e alguns esclarecimentos são fundamentais. Por esse motivo, a conversa sobre doação acontece em um momento delicado, logo após o falecimento de um ente querido, mas é o único momento em que é possível viabilizar a captação da córnea para o transplante.

As informações são da Agência Saúde

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE






Você pode gostar