Vinícius Borba
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Onúmero de homicídios no Distrito Federal não parou de crescer nos últimos quatro anos. De 2006 a 2009, houve um aumento de 660 casos para 871, segundo dados da Secretaria de Saúde do DF. Percentualmente, houve um aumento de 32%. Além das estatísticas, famílias são diretamente afetadas por estes crimes. No rastro das mortes, vítimas invisíveis e toda a sociedade sofrem as consequências da cultura de violência.
Entre as regiões administrativas, um dos maiores números de homicídios, segundo os dados da SES, é na Cidade Estrutural. É lá que vive Maria Júlia (nome fictício), de 60 anos. Ela mora com os dois netos deixados pela filha, assassinada junto com outros quatro menores de idade numa chacina que marcou suas vidas, em fevereiro deste ano.
Com tristeza no olhar, Maria Júlia lembra da filha com carinho. “Saudade demais. Tem hora que vem aquele choro, daí a gente segura na mão de Deus, ora, lê a Bíblia, canta”. Como o pai das crianças também está desempregado ela cuida de todos com ajuda da pensão que os tios dos menores enviam para ela. Maria Júlia acolhe resignada a triste sina da comunidade. “Já vi mortos demais e minhas vizinhas também convivem com essas situações.”
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