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Brasília

Número de casos de abuso de sexual dobrou no último ano

Arquivo Geral

13/12/2010 7h26

Cristina Sena
cristina.sena@jornaldebrasilia.com.br

 

Luíza (nome fictício), 27 anos, deixou o filho com o pai, Fábio (nome fictício), para trabalhar. O menino, na época com três anos,  acabou ficando sob os cuidados de um primo de 15 anos. Ao chegar, Luíza notou que o filho estava com um comportamento diferente e triste. Na hora de tomar banho, Bruno (nome fictício) recuou, demorou para tirar a roupa. Com carinho, a mãe pediu para que o pequeno contasse o que havia acontecido. O ânus do garoto estava vermelho. Estarrecida, contou a Fábio, que disse não acreditar. Mas um exame confirmou que a criança tinha sido vítima de violência sexual.

 

O número de casos de abuso sexual que chegaram ao conhecimento das autoridades dobrou no último ano. Só na Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), em 2010, foram 86 ocorrências de violência sexual, contra 42 no ano anterior. Histórias parecidas com a de Bruno ocorrem em todas as regiões administrativas do Distrito Federal, sem qualquer distinção de classe social.

 

A pedagoga Maria (nome fictício) sofria, há três anos, humilhações verbais do marido e via o filho ser espancado pelo próprio pai. A coragem para sair de casa e denunciá-lo veio somente quando uma atitude do companheiro fez com que Fátima revivesse seu maior trauma de infância. “Foi o ponto final. Eu achava que tinha esquecido, mas veio tudo à tona”, lembra ela, que foi vítima de abuso sexual. “O pai do meu filho mostrou ser capaz de tudo, ainda bem que nos separamos antes que algo assim ocorresse com ele também”.

 

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (13) do Jornal de Brasília

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