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Brasília

Novos prédios deverão ter duas vagas para cada residência

Arquivo Geral

04/07/2012 7h00

Leandro Cipriano
leandro.cipriano@jornaldebrasilia.com.br

 

A falta de vagas para carros é um problema constante em Brasília, até mesmo nas garagens dos edifícios, uma vez que é cada vez mais comum ter dois automóveis em casa. Mas a partir de agora, os futuros prédios unidades de três quartos ou mais precisarão garantir duas vagas nas garagens para cada residência. A novidade foi publicada por meio de um decreto no Diário Oficial do Distrito Federal, obrigando as construtoras a vender os imóveis, independentemente da metragem, com as duas vagas.

De acordo com a Casa Civil do DF, que está à frente da questão, a exigência vale apenas para prédios ainda sem alvará. Os empreendimentos construídos sem a vaga extra não serão alterados. Um dos benefícios da medida, na avaliação da pasta, será facilitar o processo de análise dos alvarás de construção no Distrito Federal, que muitas vezes ficam travados nas administrações regionais e atrasam as obras.

 

Para a dentista Eliza Álvaro, 32 anos, duas vagas é mais do que apenas um simples conforto, e sim uma necessidade. Moradora do Sudoeste, ela e o marido possuem dois automóveis, sendo um deles obrigado a ficar fora do prédio. Como se não bastasse a falta de vagas, o espaço reduzido da garagem é outro problema que precisa enfrentar.

 

“Na garagem guardam motos, bicicletas, tem armários e carros que colocam aquele espaguete em volta, o que dificulta mais ainda estacionar”, reclamou a moradora. Na garagem do seu edifício é possível perceber proteções de plástico nas vigas, para amenizar impactos dos carros no concreto.

 

Segundo o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon), Paulo Muniz, o decreto apenas reforça uma prática já realizada pelas construtoras. Como normalmente são famílias que adquirem quartos de três quartos ou mais, é prevista a construção de outras vagas nessas unidades. “O mercado já vem exigindo isso, porque é uma necessidade. Mas a meu ver, também incentiva o uso do carro. O correto seria o governo investir em um transporte regular e eficiente”, apontou.

 

Também presidente da Comissão da Indústria Imobiliária do Sinduscon, Muniz admite que a medida é adotada, principalmente, em edifícios que atendem pessoas  da classe média alta. “O custo de uma vaga a mais está embutido no preço. O mercado já pratica isso.  As unidades que oferecem duas vagas são mais caras do que as com uma. Obviamente, as futuras unidades  terão o custo maior”, confirmou Muniz.

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