Depois da implantação do turno extra de cirurgias no Hospital de Base do Distrito Federal, 79 operações foram realizadas a mais só neste mês de março. Destas, 34 na ortopedia, 32 na oftalmologia, oito na clínica bucomaxilofacial e cinco na cardiovascular. De acordo com a gerente de Medicina Cirúrgica do HBDF, Marga Poti, a ação foi implantada para acelerar o atendimento a pacientes internados na emergência que, além de ocuparem leitos indefinidamente, padeciam do sofrimento inerente ao problema.
“Durante a semana, os pacientes concorrem com os outros pacientes da emergência e, naturalmente, os casos mais graves, de outras especialidades, têm prioridade”, aponta a médica. “Assim, com o estabelecimento do turno noturno, podemos acelerar a realização dos procedimentos, dando uma maior qualidade ao atendimento, reduzindo o período de internação e os respectivos custos operacionais”, explica Marga.
O Hospital de Base iniciou o turno extra apenas aos sábados. Depois foi estendido de segunda à quinta-feira, com seis procedimentos por noite. Em cada dia, o trabalho complementar acontece em duas clínicas específicas.
A emergência do HBDF possui duas salas para cirurgias, com capacidade para realizar até 12 procedimentos por dia. A intenção é promover um mutirão para atender os encaminhamentos ambulatoriais, quando o volume de cirurgias de pacientes internados for reduzido.
Os mutirões começaram em 30 de janeiro, com a realização de cirurgias de mão. Médicos, enfermeiros e todos os profissionais envolvidos na ação são recompensados com recebimento de horas-extras pelo turno complementar.