Bruna Sensêve
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Um novo modelo de oferta de moradias será pensado para aqueles que ainda não conseguem ser beneficiados pela atual política habitacional do governo. A população que habita casas sem documentação, em áreas de risco ou em situação precária está enquadrada no Plano Distrital de Habitação de Interesse Social (Plandhis), que começa a traçar quais são os principais problemas encontrados pela população de baixa renda para alcançar uma moradia de qualidade e regular.
Depois disso, a segunda fase de elaboração é a formulação de um diagnóstico da situação atual das habitações de interesse social. Ele mostra que a antiga entrega de lotes pelo governo e a teoria de um consequente inchaço urbano caem por terra e, hoje, dão espaço para que sejam entregues casas prontas, tornando o financiamento por meio do Programa Morar Bem um dos novos obstáculos a serem enfrentados.
Foi elaborado um estudo da história do desenvolvimento desse tipo de moradia desde a implementação de novas cidades, na metade da década de 1990, como Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Paranoá e Itapoã. O diagnóstico traz a análise até a discussão da melhor forma de administrar o Novo Cadastro Habitacional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab), para o qual estão previstas cem mil unidades habitacionais em quatro anos.
mitos
“Durante muito tempo, houve um senso comum entre especialistas em urbanismo que o atendimento habitacional de interesse social teria provocado o inchaço urbano. Ou seja, que quando os governos começaram a distribuir lotes, as pessoas correram para o DF. Os dados históricos do Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) provaram que isso é um mito”, declara o diretor de planejamento habitacional da Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do DF (Sedhab), Paulo Valério Silva Lima.
Ele acredita que deverá ser buscado um meio-termo entre a entrega dos lotes nus e as casas prontas. Para ter acesso a uma das unidades oferecidas atualmente, é necessário que o candidato passe por uma análise de crédito pela instituição bancária, que deverá levar em conta dívidas e renda familiar não comprovada, situação de grande parte da população de baixa renda do DF.