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Brasília

Novo aterro, com urgência

Arquivo Geral

23/11/2008 0h00








Para onde vai o Lixão da Estrutural? Há quase duas décadas o GDF discute os rumos do aterro que existe desde a inauguração da capital e cresceu desordenadamente nos últimos anos. Fonte de renda para uns, cialis 40mg preocupação ambiental para outros. Para esclarecer as dúvidas sobre o plano de desativação do Lixão e a criação de um novo aterro sanitário, em Samambaia, foi realizada ontem uma Plenária Popular, no Galpão Comunitário da Estrutural.


Os catadores de materiais recicláveis reivindicaram que a nova área deveria ser instalada na própria cidade e, assim, garantir o sustento de cerca de 1,6 mil moradores da Estrutural que dependem dos resíduos. Segundo a diretora-geral do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Fátima Có, o processo não tem mais volta e a transferência já está acertada, aguardando apenas a aprovação de um projeto na Câmara Legislativa que autoriza a concessão para a empresa que fará o aterro sanitário.


“Sabemos que o Lixão tem que ser fechado, mas queremos ficar por aqui e ter a garantia que os recursos dos materiais recicláveis serão destinados aos catadores”, assinalou a diretora financeira da Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do DF (Centcoop-DF), Maria Conceição Brito. 


“Acabar com o Lixão é consenso. Porém, uma das exigências do Banco Mundial (que destinará R$ 8 milhões ao projeto) foi que ele não ficasse na Estrutural, pelo histórico de degradação à região”, respondeu a diretora do SLU. Ela esclareceu que os catadores serão transferidos para três galpões no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), onde haverá centros de triagem dos resíduos.
 
Coleta
Além disso, o SLU fará a contratação de cooperativas para auxiliar no Programa de Coleta Seletiva, a ser implementado em todo o DF até março de 2009. Segundo dados da Caemge Ambiental, empresa que atualmente administra o Lixão, a renda dos catadores, em torno de R$ 400,  poderia passar para R$ 900 nos centros de triagem.


Os planos para o futuro aterro sanitário estão acertados, mas ainda não há prazo para sua criação. “O Lixão só será desativado quando a outra área estiver pronta, e isso pode levar até mais de um ano”, estima Fátima, que enumera as vantagens da mudança: “Os aterros sanitários funcionam como verdadeiras fazendas de lixo. Os materiais são depositados em camadas, o gás metano é canalizado e não há mau-cheiro”.
Ela acrescentou que o aterro não contamina o solo porque não deixa o lixo ser infiltrado. “É um local totalmente impermeabilizado”. Outro projeto em tramitação na Câmara Legislativa trata da reestruturação da Agência Reguladora de Águas do Distrito Federal (Adasa) que deverá ficar responsável pela política de resíduos sólidos.


Batizado de Aterro Sanitário do Jóquei Clube, o depósito de resíduos ganhou o nome popular de “Lixão da Estrutural” e atraiu pessoas de diversas regiões em busca de trabalho. A área, que corresponde a 180 campos de futebol, faz divisa com o Parque Nacional de Brasília, e os detritos ameaçam o solo e os lencóis freáticos.


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