Para onde vai o Lixão da Estrutural? Há quase duas décadas o GDF discute os rumos do aterro que existe desde a inauguração da capital e cresceu desordenadamente nos últimos anos. Fonte de renda para uns, cialis 40mg preocupação ambiental para outros. Para esclarecer as dúvidas sobre o plano de desativação do Lixão e a criação de um novo aterro sanitário, em Samambaia, foi realizada ontem uma Plenária Popular, no Galpão Comunitário da Estrutural. Os catadores de materiais recicláveis reivindicaram que a nova área deveria ser instalada na própria cidade e, assim, garantir o sustento de cerca de 1,6 mil moradores da Estrutural que dependem dos resíduos. Segundo a diretora-geral do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Fátima Có, o processo não tem mais volta e a transferência já está acertada, aguardando apenas a aprovação de um projeto na Câmara Legislativa que autoriza a concessão para a empresa que fará o aterro sanitário. “Sabemos que o Lixão tem que ser fechado, mas queremos ficar por aqui e ter a garantia que os recursos dos materiais recicláveis serão destinados aos catadores”, assinalou a diretora financeira da Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do DF (Centcoop-DF), Maria Conceição Brito. “Acabar com o Lixão é consenso. Porém, uma das exigências do Banco Mundial (que destinará R$ 8 milhões ao projeto) foi que ele não ficasse na Estrutural, pelo histórico de degradação à região”, respondeu a diretora do SLU. Ela esclareceu que os catadores serão transferidos para três galpões no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), onde haverá centros de triagem dos resíduos. Os planos para o futuro aterro sanitário estão acertados, mas ainda não há prazo para sua criação. “O Lixão só será desativado quando a outra área estiver pronta, e isso pode levar até mais de um ano”, estima Fátima, que enumera as vantagens da mudança: “Os aterros sanitários funcionam como verdadeiras fazendas de lixo. Os materiais são depositados em camadas, o gás metano é canalizado e não há mau-cheiro”. Batizado de Aterro Sanitário do Jóquei Clube, o depósito de resíduos ganhou o nome popular de “Lixão da Estrutural” e atraiu pessoas de diversas regiões em busca de trabalho. A área, que corresponde a 180 campos de futebol, faz divisa com o Parque Nacional de Brasília, e os detritos ameaçam o solo e os lencóis freáticos. |