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Brasília

Nove em 14 chamados de bomba este ano eram falsos

Arquivo Geral

01/11/2011 6h00

Vinícius Borba

vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

O quinto chamado por suspeita de explosivos em escolas e prédios públicos só no mês de outubro levou mais uma vez o Esquadrão de Bombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar à ação. Como de tantas  outras vezes, a denúncia em Sobradinho era falsa. Este ano já são 14 chamados, nove deles trotes. Mas vale o alerta: os responsáveis pelo trabalho desnecessário podem responder na Justiça pelo crime.

 

Apesar de a linha de atuação dos especialistas ter mudado para evitar evacuações desnecessárias, a precaução levou, ontem, à dispensa dos alunos. Além do desgaste psicológico e do medo provocado, a mobilização de agentes de pelo menos três forças da Segurança Pública – PM, Bombeiros e Polícia Civil –- provoca transtorno. Homens que poderiam estar agindo em socorro de outras pessoas precisam ser deslocados para atuar na área da denúncia.

 

Segundo o sargento do Bope Antonio Rosário, só na ocorrência registrada por suspeita de bomba no Fórum de Sobradinho, na última dia quarta-feira, 50 agentes de segurança foram mobilizados. “Atuamos em todas as ameaças para evitar qualquer risco. Porém, contamos cada vez mais com a consciência da população para evitar tais situações de falsas denúncias”, afirmou o sargento. Já o comandante do esquadrão,  capitão Leonardo Borges, foi enfático. “Estamos investigando cada caso e os responsáveis podem ser presos por falsa comunicação de crime. Caso alguém passe mal ou sofra qualquer acidente numa evacuação ou situação mais séria, isso pesará contra o falso denunciante, já que a responsabilidade é conexa”, diz o capitão.

 

Das  14 ocorrências deste ano, cinco tiveram  fundamento e objetos explosivos foram encontrados. No ano passado, dos 27 registros, nove  foram confirmados. Para o sargento Rosário, com 26 anos de Bope, não há dúvidas. “Devemos seguir o protocolo, pois assim como uma situação pode ser falsa, pode também ter perigo real”, afirmou.

 

Leia mais na edição desta terça-feira (01) do Jornal de Brasília.

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