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Brasília

Noivos experimentam trajes para a segunda edição do Casamento Comunitário 2025

Cerimônia oficial será realizada em 29 de junho, na Concha Acústica; programa do GDF promove inclusão, dignidade e sonhos realizados

Redação Jornal de Brasília

10/06/2025 17h47

Foto: Jhonatan Vieira/Sejus

Foto: Jhonatan Vieira/Sejus

Antes de subirem ao altar, dezenas de casais viveram, nesta segunda (9) e terça-feira (10), um dos momentos mais simbólicos da preparação para o casamento: a prova dos trajes. A etapa, realizada como parte do Programa Casamento Comunitário da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), aproximou ainda mais os participantes do grande dia, marcado para 29 de junho, às 17h, na Concha Acústica, às margens do Lago Paranoá — local inédito para a celebração.

Entre sorrisos, lágrimas e vestidos de noiva, histórias de amor e superação emocionaram quem acompanhou a movimentação. É o caso da auxiliar de limpeza Pedrina Cristina da Silva, 54 anos, e do bombeiro civil Sidney Souza, 53. Juntos há 22 anos, os dois, moradores de São Sebastião, nunca haviam conseguido oficializar a união por limitações financeiras.

“Não consigo dormir de tanta ansiedade”, disse Pedrina, emocionada ao experimentar o vestido escolhido. “É lindo, do jeitinho que eu imaginava. Só de me ver vestida assim, já me sinto casando.” Sidney, mais contido, resumiu o sentimento do casal: “É um sonho nosso: casar com tudo o que uma grande cerimônia pode oferecer. Agora, esse momento finalmente chegou.”

Outro casal que viveu a emoção da prova dos trajes foi formado por Sheila da Silva Leite, 32, e Romário Donald Lisboa Leite, 34. Moradores do Itapoã, estão juntos há 16 anos, desde que se conheceram em aulas de capoeira. Ao vestir o traje de noiva, Sheila se emocionou ao lembrar o início da relação. “Tudo começou com um chiclete. Eu só tinha um e estava colocando na boca, mas mesmo assim dei pra ele. Hoje temos uma filha e muitas histórias juntos. Agora vou poder dizer com orgulho: sou casada, e ele é o meu marido.”

A iniciativa de participar do programa foi de Romário, que também escolheu seu terno com entusiasmo. “A parte financeira sempre foi um obstáculo, mas agora não tem mais desculpa. Vamos realizar nosso sonho. Felicidade e gratidão resumem tudo o que estou sentindo.”

Para os casais que precisaram de ajustes, uma equipe técnica da Sejus esteve disponível para garantir que todos estejam prontos para o grande dia.

Cerimônia inédita na Concha Acústica

A edição de junho contará com cerca de 100 casais e será a primeira realizada na Concha Acústica, um dos cartões-postais de Brasília. Além da vista privilegiada do Lago Paranoá, o evento promete estrutura completa: passarela exclusiva, cerimonial profissional, maquiagem e cabelo, transporte por aplicativo, fotos, decoração especial e brinde com bolo — tudo oferecido gratuitamente.

Cada casal poderá levar até 25 convidados, o que deve reunir mais de 3 mil pessoas no evento. A secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, destacou a importância social do programa: “O Casamento Comunitário realiza sonhos e transforma vidas. Ele fortalece laços, dá dignidade às famílias e garante acesso a direitos fundamentais. Vai além da certidão: é um ato de amor, de respeito e de cidadania.”

Amor com cidadania

Mais do que uma cerimônia simbólica, o programa garante acesso a direitos legais importantes, como pensão, sucessão patrimonial, inclusão em programas sociais e segurança jurídica — especialmente para casais em situação de vulnerabilidade.

Criado em 2021, o Casamento Comunitário já beneficiou mais de 540 casais. Em 2025, a primeira edição ocorreu em março. Outras duas estão previstas até dezembro: nos dias 31 de agosto e 7 de dezembro, ambas com cem casais. Além da isenção de taxas cartoriais, os noivos recebem apoio integral, resultado de parcerias com instituições públicas e privadas.

Com a Concha Acústica como palco e histórias como as de Pedrina, Sidney, Sheila e Romário como protagonistas, o programa se consolida como mais do que uma celebração: é uma política pública de valorização do afeto, da dignidade e da cidadania.

Com informações da Sejus-DF

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