Da Redação
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No Distrito Federal, a ocupação de área pública é flagrada desde regiões mais pobres até áreas nobres da capital. O Setor de Habitações Individuais Norte (SHIN) do Lago Norte é exemplo disso. Ali, 99,17% dos lotes ocupam área irregular. O levantamento foi realizado pela Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis). Segundo os dados do órgão, apenas 47 dos 5.779 lotes do setor não fazem uso ilegal de área. Os terrenos da região são valiosos.
A comprovação veio após a análise de imagens de satélite. Do alto, foi possível observar que áreas públicas de toda a região da península do Lago Norte são cercadas e ocupadas por áreas de lazer, compostas por itens como churrasqueiras e piscinas, além de canis. Muitos dos terrenos têm privilegiado acesso privativo ao Lago Paranoá, problema também comum no Lago Sul.
Apesar da comprovação das invasões, Agefis adiantou que não pretende multar as casas, tampouco fazer derrubadas na região. De acordo com o superintendente de Fiscalização de Obras da Agefis, José Airton Lira, o órgão não vai promover a retirada das áreas ocupadas para evitar possíveis impactos ambientais.
“Estamos vendo o problema de forma ampla. Não adianta a Agefis fazer a remoção de um conjunto ou de uma quadra e permanecer ocupado 99%. Sugerimos que haja uma ação conjunta do governo entre Executivo, Legislativo e Judiciário para debater e sugerir propostas”, declarou o superintendente.
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