Leandro Cipriano, com agências
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Problemas com planos de saúde são comuns em todo o País. Com base nas reclamações deste ano contra as empresas que prestam os serviços, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu o direito de comercialização de 268 planos, administrados por 37 operadoras. Os motivos foram o desrespeito aos prazos máximos de atendimento, exames e internação. A decisão valerá a partir de sexta-feira, e as empresas podem ser multadas em até R$ 250 mil caso insistam em ter novos beneficiários.
No DF, somente a empresa Unimed Brasília Cooperativa de Trabalho Médico teve os serviços suspensos. A assessoria da operadora informou que nenhum responsável pelo plano de saúde suspenso iria se pronunciar sobre a decisão da ANS.
Das 1.016 operadoras que atuam no País – e comercializam cerca de 22 mil planos – 105 receberam mais de uma queixa. A ANS e o Ministério da Saúde declararam que os usuários dos planos suspensos não serão prejudicados com a medida. As empresas terão três meses para se adequar aos prazos de atendimento estabelecidos a cada procedimento.
No Distrito Federal, onde cerca de 700 mil são usuários de algum plano de saúde, reclamações não faltam. De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF), até julho já foram registradas 1.177 reclamações contra operadoras que atuam no DF. Um aumento de 83% em relação ao mesmo período de 2011, que totalizou 1.515 reclamações nos 12 meses.
Além do Procon-DF, o Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec) também recebe as queixas dos clientes. Segundo o presidente da entidade, Geraldo Tardin, reclamações nessa época do ano chegam a crescer 30% por causa do reajuste das mensalidades. Por mês, são cerca de 110 ações contra as empresas. “Os clientes estão sendo mais desrespeitados. Os planos têm uma política muito forte de captação para fazer novos contratos, mas ao mesmo tempo não têm corpo técnico suficiente para os atendimentos”, apontou.
Autorização
Ainda segundo o presidente do Ibedec, a principal reclamação continua sendo a recusa em autorizarem algum procedimento. “Às vezes, o contrato prevê que não vai cobrir. É preciso tomar cuidado, porque até mesmo negar um serviço imprescindível por contrato pode ser considerado uma técnica abusiva”, ressaltou Tardin.