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Brasília

No DF, são registrados 300 casos de hanseníase por ano

Arquivo Geral

18/08/2011 16h40

A hanseníase, popularmente conhecida como Lepra, é uma doença muita antiga e ainda assusta. Hoje, a pessoa que sofre com a doença pode ser tratada e curada. No Distrito Federal, são registrados em média 300 casos de hanseníase por ano. O Paranoá está entre as cidades com maior ocorrência da doença. São aproximadamente 25 casos por ano.

 

Moradores do Paranoá e do Itapoã serão atendidos por dermatologistas neste sábado (20/04). Um mutirão de combate à Hanseníase será realizado das 8h às 17h, no centro de saúde 01, na Quadra 21, Área Especial, no Paranoá e no centro de saúde da Quadra 378, conjunto L, Área Especial no Itapoã.

      

Os pacientes serão examinados por dermatologistas, por médicos do Programa Saúde da Família e por enfermeiros. Segundo a coordenadora do mutirão, enfermeira Maria Beatriz de Souza Miranda, o diagnóstico clínico da doença é possível já nesta primeira consulta. “A presença de mancha com alteração da sensibilidade indica a necessidade de tratamento. Quanto mais cedo o diagnóstico maior a possibilidade de cura”, ressalta a enfermeira.

      

Os pacientes com diagnóstico de hanseníase iniciarão o tratamento já neste sábado. Receberão a primeira dose da medicação, terão a próxima consulta agendada e serão inseridos no Programa de Combate à Hanseníase. O tratamento pode se prolongar por no mínimo seis meses e no máximo um ano, dependendo da gravidade e do estágio da doença.

      

      

Além dos casos de hanseníase, pacientes que apresentarem outros problemas dermatológicos serão encaminhados para atendimento, com marcação de consulta com especialistas.

      

      

Saiba Mais:

      

A hanseníase é uma doença infecto contagiosa, crônica e de grande importância para a saúde pública devido à sua magnitude e seu alto poder incapacitante.

      

O Mycobacterium leprae, também conhecido como bacilo de Hansen, é um parasita intracelular obrigatório que apresenta afinidade por células cutâneas (pele) e por células dos nervos periféricos.

      

Quais os sinais e sintomas?

      

      • Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade;

      • Área de pele seca e com falta de suor;

      • Área da pele com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas;

      • Área da pele com perda ou ausência de sensibilidade;

      Sensação de formigamento ou diminuição da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato. A pessoa se queima ou machuca sem perceber.

      • Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés.

      • Diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos.

      • Úlceras de pernas e pés.

      • Nódulo (caroços) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.

      • Febre, edemas e dor nas juntas.

      • Entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz;

      •Ressecamento nos olhos;

      • Mal estar geral, emagrecimento;

      Locais com maior predisposição para o surgimento das manchas: mãos, pés, face, costas, nádegas e pernas

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