Quando o Instituto Batucar foi criado, não havia instrumentos para todos os alunos. Mas isso não impediu que os organizadores do projeto ensinassem música a crianças e adolescentes do Recanto das Emas. Para isso, foi utilizada a técnica de percussão corporal, onde se tira som do próprio corpo.
Hoje, mesmo já tendo instrumentos disponíveis, a ideia de usar o corpo para fazer música continua devido aos benefícios didáticos da técnica. A percussão corporal virou eixo principal das ações pedagógicas.
Crescimento
Desde 2001 no Recanto das Emas, o Instituto Batucar começou a partir do projeto Batucadeiro, em uma igreja evangélica, com os idealizadores, Ricardo Amorim e a esposa, Patrícia Amorim. “Tudo começou quando fui contratado por uma igreja para dar aula de música. No começo eram somente 12 alunos, mas depois os colegas deles também começaram a vir e se tornaram 20. Assim, não tinha instrumento para todos e resolvi fazer a percussão corporal, para não excluir nenhum deles da aula”, conta Ricardo.
No dia 28 deste mês, o Instituto Batucar completa 12 anos de existência. Ao longo desse tempo, o projeto conseguiu alcançar um nível de reconhecimento e credibilidade junto ao governo e de várias empresas.
Expansão
O trabalho, que era particular, foi se tornando público aos poucos. “Na igreja já não dava mais para continuar devido ao espaço, então tivemos que alugar uma casa, onde damos nossas aulas atualmente”, explica o idealizador.
“A família ama o projeto. Quando começamos com esta ideia, eu estava grávida da minha filha”, conta Patrícia. O casal tem formação em música e em educação. “Tudo começou porque a gente percebia que os alunos tinham dificuldade em sala de aula. Com isso, começamos a incentivar a leitura de poemas e, assim, entrou a música porque o objetivo era ensinar de forma lúdica”, lembra Patrícia.
A vontade de expandir o projeto era tamanha que eles se tornaram parceiros do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 113, no Recanto das Emas. Os convites para apresentações surgiam com frequência até que o professor decidiu formalizar o projeto para a Secretaria de Educação do DF. “Queríamos contribuir com a percussão nas escolas, voltada para erradicar a evasão escolar”, observa o idealizador do projeto.