Gabriella Bontempo
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“Me sentia humilhada e incompetente. Meu chefe chegou a colocar alguns dos trabalhos que fiz no lixo e isso me marcou muito. Até hoje sinto insegurança, porque aquilo foi terrível demais para mim”. O relato da advogada Valkíria Costa, 56 anos, sobre o assédio moral que sofreu enquanto era assessora jurídica parlamentar, no Rio Grande do Sul, prejudicou-a profissional e emocionalmente.
Além das grosserias repetitivas, o chefe lhe chamava atenção na frente dos colegas. “Fazia todo o meu trabalho com esmero, mas parecia que nunca era o certo. Foram dois anos nesse sofrimento. Meu emocional ficou tão abalado que, se alguém estivesse perto de mim, as lágrimas escorriam. Evitava todo contato com ele, mas nem sempre conseguia. Então, um dia, escrevi uma carta de próprio punho, expondo todas as minhas mágoas e pedindo demissão”, conta.
Pode parecer um caso isolado, mas práticas de humilhação, perseguição, rebaixamento e ameaças sistemáticas, denominadas de assédio moral, caracterizam cada vez mais os modos de relacionamento no local de trabalho.
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