Gabriela Coelho
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Salto alto, unhas pintadas de rosa, lápis nos olhos e sobrancelhas bem feitas. É assim que a proprietária de uma mecânica de Ceilândia trabalha todos os dias. Formada em Sistemas de Informação, a empresária Agda Óliver, de 31 anos, natural de Minas Gerais, casada e com um filho, é uma das mulheres que têm conquistado o espaço em um mercado antes considerado tipicamente masculino.
A vontade de abrir uma mecânica surgiu há um ano e meio quando Agda foi enganada em uma oficina, onde sempre levava o carro. “Acabei gastando dez vezes mais. Quando fui a outro lugar, o mecânico disse que não precisava ter trocado muitas das peças que substitui e que foi um grande equívoco”, explica.
Seja na liderança de grandes empresas ou à frente de profissões consideradas masculinas, não é de hoje que as mulheres vêm conquistando seu espaço no mercado de trabalho. Em cargos tradicionalmente ocupados por homens, elas enfrentam o preconceito e usam algumas características do próprio gênero, como a organização, para se destacar.
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