O Tribunal do Júri de Ceilândia condenou hoje (23/02), Luciana da Silva Dourado, 36 anos, a dois anos e 8 meses de reclusão em regime aberto por tentativa de homicídio privilegiado contra Márcia Resende do Prado. Após o oferecimento da denúncia, a acusada não foi localizada para ser citada e não compareceu em resposta a citação por edital. Assim, atendendo solicitação do Ministério Público, foi decretada sua revelia e expedido mandado de prisão preventiva. Em seguida, ela foi pronunciada para que fosse submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri. Em novembro/2010, Luciana foi presa.
De acordo com a denúncia, no dia 23 de setembro de 1995, por volta das 22h, em frente a uma casa da QNN 7 de Ceilândia, a ré teria disparado com arma de fogo contra Márcia por causa de desavenças que havia entre ambas. O crime não se consumou por interferência de uma terceira pessoa e pelo pronto atendimento médico prestado à vítima.
No julgamento de hoje, o Conselho de Sentença acatou a tese da defesa de homicídio privilegiado, pois o crime teria ocorrido sob violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, bem como impelida por motivo de relevante valor moral. Considerando o regime imposto, foi revogada a prisão preventiva e expedido alvará de soltura em favor da ré.