Francisco Dutra
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A família de Francisca Laurinda de Oliveira, 71 anos, está revoltada. Os filhos acreditam que ela morreu por negligência do serviço público de saúde no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Segundo os parentes, a matriarca paraibana, mãe de 12 filhos, deu entrada no centro hospitalar no dia 1º de outubro apenas com uma perna quebrada. De acordo com a família, o estado de saúde de Francisca piorou radicalmente ao longo dos 11 dias em que ficou internada e a equipe médica do hospital nada fez para realmente saber o que estava ocorrendo. Na noite de 11 outubro, a paciente morreu. A Secretaria de Saúde afirmou que irá investigar o caso.
“Minha mãe deu entrada por volta de 19h30. Ela tinha apenas que fazer uma cirurgia na perna. Ela nunca teve diabetes, mas reparei que a glicemia dela estava alta. Estava com uns 190. Na quinta-feira, ela começou a ter delírios, não falava coisa com coisa. Falei para os médicos, passaram os dias e nada”, conta a filha e operadora de caixa, Maria da Guia, 42 anos. No sábado, a família se desesperou e passou a exigir um exame para Francisca. Segundo eles, a equipe médica começou um jogo de empurra para o pedido.
“Quando conseguimos alguém, ela já estava toda mole e tinha a glicemia em 240. Mas ninguém sabia ou fez os exames para descobrir o que estava ocorrendo com ela”, lembra Maria da Guia. Nesta data, a paciente apresentava outros problemas, como sangue nas fezes.
O motorista Francisco Araújo de Oliveira, 43 anos, filho da paciente, conseguiu uma ordem judicial junto à Defensoria Pública para que o HRC fizesse os exames. Com o documento em mãos, ele foi aos médicos, mas se decepcionou com a resposta. “Ele me disseram que não poderiam fazer um dos exames porque era ponto facultativo e não tinha médico. Eu teria que esperar o feriado acabar. Quer dizer que a pessoa não pode ficar doente em feriados?”, revolta-se o motorista, que viu a mãe morrer com a glicemia batendo a casa dos 430, na noite de anteontem.
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