A mulher que sequestrou um bebê no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) nessa terça-feira (6) já tinha tudo planejado, segundo a Polícia Civil do DF. Inclusive durante e após a ação, quando a estudante de enfermagem Gesianna de Oliveira Alencar, de 25 anos, chegou a trocar mensagens com o marido pelo WhatsApp para dizer que havia “ganhado o bebê”.
Ao marido, que a polícia acredita não ter envolvimento no crime, a mulher inventou que teria ido ao Hmib, alegando que estava em trabalho de parto. “Parabéns, papai. Seu filho nasceu”, escreveu, horas depois, fingindo ser uma amiga que a acompanhava. Ela chegou a mandar fotos com o recém-nascido para ele em seguida.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Leandro Ritt, não houve envolvimento do marido ou de qualquer familiar na ação. “Ela evitou manter contato íntimo com o marido durante seis meses. Nas poucas ocasiões em que o homem tocava em sua barriga, disse ter notado que a companheira usava uma cinta e achou normal”, revelou o delegado. A mulher dizia para a família que estava grávida de nove meses e que fez o pré-natal em um posto de saúde do Guará.
Gesianna havia perdido um bebê durante o terceiro mês de gestação em 2015, segundo a Polícia Civil. Em novembro de 2016, ela chegou a compartilhar uma publicação no Facebook afirmando estar grávida. “Teremos o nosso primeiro pimpolho para amar, educar e dar continuidade ao nosso amor. Deus sabe como somos gratos por esta bênção e que vamos honrar diariamente esta dádiva que Ele nos concedeu.”
Ela foi presa em casa, na QE 38 do Guará. Ela chegou à delegacia com um pano na cabeça, tapando o rosto. Duas pacientes e uma funcionária da unidade hospitalar foram ouvidas pela polícia.
Bebê perdeu 470 gramas
O diretor-geral do Hran, José Adorno, afirmou que o bebê está clinicamente e fisicamente bem. A criança já foi entregue à família, passou por exames e está sendo acompanhada por uma psicóloga da maternidade. O menino perdeu 470 gramas desde que saiu do hospital.
Segurança
Reforçada desde o conhecimento do rapto de um bebê na maternidade do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), a segurança do local deve ser alterado. A informação foi repassada pelo diretor da unidade, José Adorno, ao afirmar que o evento, tratado como adverso, provocaram mudanças no protocolo e nas condutas diárias.










