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Brasília

Mudanças no tempo são um desafio à saúde

Arquivo Geral

05/06/2013 7h00

Durante o outono e, principalmente, no inverno, o Distrito Federal passa por um período de seca extrema, condição que pode trazer uma série de complicações para a saúde da população. Porém, de acordo com a Coordenadora de Alergia e Imunologia da Secretaria de Saúde, Marta de Fátima Rodrigues da Cunha Guidacci, a seca não é a maior dificuldade desta época, mas, sim, as mudanças bruscas de temperatura entre o dia e a noite.

 

Ricardo Martins, pneumologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB) estima que neste período as unidades de pronto atendimento atendam um número 40% maior de pacientes que o normal. “Alguns pacientes com asma sofrem muito nesta época e em geral precisamos reforçar a medicação”, afirma Martins. 

 

 

O pneumologista acrescenta que as baixas temperaturas e o tempo seco atacam não só o aparelho respiratório, mas também a pele, que pode apresentar alergias e infecções. Segundo ele, o Centro de Pronto Atendimento e as equipes de dermatologia e pneumologia do HUB estão   preparadas para a demanda desta época.

 

 

A coordenadora de Alergia e Imunologia da Secretaria de Saúde   explica que nesta época, em que os dias são quentes e as noites frias, são mais comuns os casos de gripe, amidalites, sinusites, pneumonias, infecção no ouvido e até meningites. “As infecções virais e bacterianas podem precipitar crises de asma e a piora da rinite alérgica, além de triplicar o aparecimento de ácaros”, diz.

 

 

O DF possui 33 centros de referência do Programa de Atendimento ao Paciente Asmático, entre eles o Hospital Regional da Asa Norte. Ao todo, 80 médicos especialistas em alergia e pneumologia participam do programa.

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