Augusto Dauster
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Um grupo de militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) entrou em conflito com policiais militares, em frente ao Palácio do Buriti, nesta quinta-feira (3). Com a confusão uma porta de vidro do prédio acabou sendo quebrada.
De acordo com os ativistas, o confronto ocorreu após a PM tentar reprimir a manifestação que estaria ocorrendo na rampa, em frente ao Buriti. O membro da coordenação do MTST, Vitor Guimarães, garante que não havia a pretenção de ocupar o prédio. “Viemos para fazer um ato pacífico e negociar com os reponsáveis do governo”, explicou Guimarães.
Já a polícia afirma que agiu para impedir que o MTST invadisse a sede do governo. Houve violência física e uso de spray de pimenta e de acordo com os militantes, alguns deles ficaram feridos.
O MTST questiona o funcionamento do programa habitacional do Governo do Distrito Federal e pede a regularização de um assentamento na QNQ/QNR, em Ceilândia, onde residem. De acordo com a coordenação do movimento, a ocupação só vem crescendo e já conta com mais de 1200 barracos.
A Secretaria de Ordem Pública e Social (SEOPS) já entrou com o pedido de reintegração de posse do terreno ocupado e afirma e que os assentados têm até sexta-feira (4) para deixar a área. Os manifestantes garantem que irão resistir e que a ocupação é fruto da falta de moradias no DF. “O povo já cansou de conversa do governo e de ficar entrando em listas e vai resistir até o final”, finalizou Guimarães.
Após o tumulto ter sido contido, o secretário de governo do GDF, Paulo Tadeu, concordou em receber uma comissão composta por cinco representantes dos manifestantes para conversar.