Menu
Brasília

MP investiga 12 processos criminais por procedimentos cirúrgicos estéticos

Arquivo Geral

29/11/2010 7h37

Cristina Sena
cristina.sena@jornaldebrasilia.com.br

 

“Minha filha foi vítima da falta de conhecimento. Não sabíamos que cirurgia plástica era tão arriscada. Estou tentando enfiar na minha cabeça que ela não vai voltar mais”, chora a mãe de Lanusse Martis, jornalista que morreu em janeiro, aos 27 anos, durante uma lipoaspiração. Lanusse é uma das três mulheres que morreram este ano no Distrito Federal em decorrência de plásticas mal-sucedidas. Ao todo, são 12 processos criminais por procedimentos cirúrgicos estéticos movidos pelas Promotorias de Justiça Criminal da Defesa dos Usuários de Serviços de Saúde (Pró-Vida), do Ministério Público do DF. Quatro são por morte da paciente. Outras, ficaram com sequelas irreversíveis ou estão em coma.

 

O alento, segundo o pai de Lanusse, Valteir Martins, é o aumento da exigência e fiscalização das clínicas.  “Com o maior rigor, esperamos que outra família não passe pelo que estamos passando”, desabafa. Após as perdas, a Pró-Vida, a Vigilância Sanitária e o Conselho Regional de Medicina (CRM) ajustaram um Termo de Compromisso, estabelecendo quatro categorias de unidades de saúde, de acordo com tipos de procedimentos, tamanho do local e itens obrigatórios.

 

Entre agosto e setembro, todas as clínicas do DF foram vistoriadas pela Vigilância Sanitária. Apenas duas possuem licença para procedimentos de médio porte, como redução ou aumento das mamas, plásticas no abdome e lipoaspiração de mais de 300 ml. Com área  igual ou superior a 25 metros quadrados, essas unidades de saúde têm permissão para anestesia geral, desde que a internação não supere 60 horas.

 

 

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (29) do Jornal de Brasília

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado