Moradores da QN 8D no Riacho Fundo 2 sofrem com o esgoto que há mais de dois anos transborda na porta de casa. O problema ocorre toda vez que chove. As consequências são doenças, mau cheiro e ratos que saem da boca de lobo junto com o esgoto e entram nas casas. A vizinhança diz estar cansada de ligar para a Caesb que, de acordo com eles, só repara o problema superficialmente.
A despachante Karla Gabriche, de 27 anos, mora no final da rua atingida pelo problema. “Você perde o apetite na hora do almoço respirando isso. As crianças todas ficam doentes. Um dos meus filhos já pegou até herpes. Tive que gastar mais de R$ 140 em antibiótico”, lembra.
Além das doenças e micose de pele que os moradores mais vulneráveis já pegaram, todos são obrigados a suportar o cheiro de fezes o dia inteiro. Da última vez, esperaram pelo menos seis dias para que o caminhão da Caesb chegasse para resolver o problema. “O tanto de imposto que a gente paga, para viver dessa forma… E ainda temos que pagar mais caro pela água, porque depois que eles desentopem cabe à gente limpar a rua toda”, reclama Karla.
Solução
A comunidade exige uma solução definitiva, uma mudança completa na tubulação para que o problema não volte a ocorrer.
Milena Palheta costuma acompanhar o processo de limpeza pela Caesb. E já encontrou ratazanas mortas na porta de casa antes de o socorro chegar. “Eles limpam a rua e vão de casa em casa para ver as caixas, e está tudo seco. Afirmaram que o problema não é desta rua, só que a gente é quem paga”, reforça.
Perigo
Apenas quatro horas depois da última limpeza, a rua já estava alagada novamente, e o caminhão voltou, dessa vez para desentupir o esgoto. “Lavei a entrada de casa duas vezes, e vou ter que lavar de novo. Tenho muita criança em casa, é perigoso eles caírem nessa sujeira e ficarem doentes”, conclui Milena.
A Caesb não se pronunciou a respeito deste caso especifico, mas, de acordo com a assessoria de imprensa da empresa, o Riacho Fundo 2 sofre com problemas no esgoto por mal uso por parte da comunidade. Indagado a respeito da reincidência do problema e uma possível resolução definitiva, a empresa informou que precisaria de mais tempo para verificar a situação.
Veja abaixo o vídeo gravado por um morador do Riacho Fundo II: