Menu
Brasília

Moradores do DF contam agora com espaço para cremar ou sepultar animais de estimação

Arquivo Geral

15/05/2012 19h08

Após 14 anos de amizade e dedicação, o pastor-belga Rock não sobreviveu às doenças provocadas pela velhice. O dono dele, o militar Mário Batista Breves, resolveu prestar uma última homenagem àquele que chamava de melhor amigo. “Não podia simplesmente me desfazer dele jogando-o em uma vala qualquer ou um lixão”, diz. Decidiu fazer um velório e enterrar o bicho de estimação em um local que considerasse digno.  Soube pela veterinária que havia um cemitério de animais, em Valparaíso (GO), onde poderia realizar sua vontade. “Era minha obrigação, por tudo o que ele representou para mim e para a minha família, dar um enterro digno a ele.”

 

Assim como Mário, vários moradores do Distrito Federal não sabem como proceder na hora de dizer adeus aos animais de estimação. Por anos, ficaram sem um local digno para enterrá-los. Agora contam com serviço de sepultamento e cremação, o Pet  Garden Cemitério e Crematório. A novidade é trazida pelo Jardim Metropolitano, a 30 minutos do centro de Brasília.

 

As instalações possuem crematório, jazigos, nichos em columbário, estacionamento, ambiente climatizado, duas salas de despedida são acessíveis para pessoas com deficiência. Além disso, o cliente pode fazer uso do serviço de traslado, incluso no valor do sepultamento ou da cremação, para transportar o animal até o cemitério.

 

A criação do espaço surgiu da demanda identificada nos cemitérios da região e no crematório de Valparaíso, onde a população sempre buscava pelo serviço.

 

Os valores da cremação variam de R$ 384 a R$ 1.036. Os jazigos custam de R$ 400 a R$ 676. Os interessados podem contratar ainda serviço de manutenção e adquirir as urnas no próprio Pet Garden.

 

Cemitério irregular

Os brasilienses enfrentaram um verdadeiro drama ao terem de retirar os restos mortais de cães, gatos e outros bichos do cemitério irregular mantido atrás do Canil Público, no Centro de Controle de Zoonoses de Brasília. Em 2006, o terreno, que pertencia ao GDF, foi doado pela antiga Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) à Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer (Abrace) para a construção do Instituto do Câncer Infantil e Hospital de Especialidades Pediátricas de Brasília.

 

Parte do cemitério estava no lote doado e por isso aconteceu a remoção. Na época, havia cerca de 5 mil túmulos na área, sendo 800 no espaço destinado à Abrace. O terreno era usado para enterrar animais desde a década de 1970 e um funcionário público da Zoonoses chegava a ganhar até R$ 2 mil com os sepultamentos.

 

A Contil

Atualmente, a Contil é a maior empresa brasileira do ramo de cemitérios, administrando direta e indiretamente nove cemitérios e quatro crematórios em todo o Brasil. Por ano, faz aproximadamente 16 mil funerais nas 13 unidades. Iniciou as atividades em 1991, após a construção do Cemitério Jardim Metropolitano, no limite entre as cidades de Eusébio e Fortaleza, no Ceará.

 

Valparaíso (GO) ganhou a primeira filial do Jardim Metropolitano, em 1998, e recebeu o primeiro crematório da empresa dois anos depois, em 2000. Com isso, atende não apenas ao município goiano, mas boa parte da população do DF, que não tem ainda um crematório.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado