Da Redação
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Eles estão nos sinais de trânsito, em calçadas e embaixo de marquises de prédios. Em sua grande maioria, usuários de crack, merla, álcool e outras drogas. Cometem furtos e são muito inconvenientes. Ter de conviver com os moradores de rua é um dos principais desafios dos comerciantes do Setor Comercial Sul (SCS).
Dados preliminares de uma pesquisa feita pela Universidade de Brasília (UnB) mostram que há 2,5 mil moradores de rua no DF. Não se sabe quantos vivem no SCS, mas os comerciantes atestam que eles causam muitos transtornos. “É insuportável. Na minha lanchonete eles sempre aparecem nos horários que os clientes vêm para comer, tirando a tranquilidade”, afirma Francisco Aurélio Araújo de Aquino.
Apesar de o local possuir banheiros públicos, eles usam a rua. “Eles fazem as necessidades fisiológicas nas portas dos comércios, na banca aqui ao lado. Todos os dias o proprietário tem que lavar a calçada porque é insuportável”, ressalta Aurélio.
Este, no entanto, não é o principal problema para os lojistas, que reclamam dos constantes furtos. “Todos os dias vemos carros sendo arrombados, fora os produtos roubados nas lojas”, conta Fernando Soares de Andrade, que é gerente de um comércio no local.
Alguns já são velhos conhecidos dos lojistas. A gerente de uma loja popular, Edna Karina da Silva, disse que uma criança de dez anos aparece todos os dias para pedir roupas às pessoas. Por dia, na loja onde ela trabalha, o garoto ganha cerca de oito peças. “Ele vende ou troca as roupas para usar drogas”, conta Karina.
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