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Brasília

Moradores de rua: advogados foram acionados depois que prisão preventiva teria sido pedida

Arquivo Geral

03/03/2012 7h01

Gabriela Coelho
gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

Uma movimentação intensa foi registrada ontem na 33ª Delegacia de Polícia, em Santa Maria, onde o caso dos moradores de rua queimados, um deles morto, está sendo investigado. O delegado evitou passar informações sobre o caso, mas advogados contatados por possíveis suspeitos de terem ateado fogo nas vítimas foram à DP para colher dados sobre a ocorrência. A polícia já teria pedido a prisão preventiva dos seis homens. De acordo com informações de agentes da 33ª DP, as investigações continuam ao longo dessa semana, na tentativa de prender os suspeitos.

Segundo o advogado Dênio dos Santos Aquino, ele foi procurado por três suspeitos para que fizesse a defesa deles. “Ainda não há nada de concreto quanto à defesa dos acusados. Estou aqui para acompanhar o desenrolar das investigações”, afirmou o advogado.

Segundo o prefeito comunitário de  Santa Maria, Antônio de Brito, um comerciante da região e um policial militar podem estar envolvidos no crime. “O comércio da região onde os moradores de rua foram queimados já foi assaltado várias vezes. A gente acredita que foi uma forma errada de dar um susto neles”, diz. Um morador afirmou que as vítimas viviam no local há mais de oito anos e não incomodavam.

A irmã de P.C.M., de 43 anos, que está internado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), afirmou que o morador de rua teve piora no quadro médico. “Por ele ser esquisofrênico, teve um transtorno psicótico por causa da abstinência de álcool e cigarro. Além disso, alguns ferimentos estão infeccionados”, disse.

 

Leia mais na edição impressa desta sábado (03) do Jornal de Brasília.

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