“Uma cidade abandonada”. É assim que o potiguar Manoel Soares Filho (foto ao lado), servidor público aposentado e morador de Planaltina, define o lugar em que vive há mais de 30 anos.
A cidade tem cara e jeito de interior. Os vizinhos se conhecem pelo nome e muitos deles vivem no mesmo local há anos. Mas a população cresceu e os problemas comuns às grandes cidades começam a aparecer e preocupar.
Com 154 anos e mais de 200 mil habitantes, a cidade conta com apenas um semáforo. Nos horários de pico, a falta de alternativas para desafogar o trânsito e o número excessivo de lombadas na Avenida Independência, principal via comercial da cidade, pioram a situação, fazendo com que os motoristas percam cerca de 30 minutos nos engarrafamentos.
Estacionamentos

Além disso, o estacionamento feito entre as duas pistas da avenida não é suficiente para atender a demanda dos moradores e clientes. Com a falta de vagas, muitos motoristas estacionam seus veículos no meio da rua.
Caminhando pelo local ainda é possível encontrar buracos e postes no meio das avenidas, prédios públicos sem manutenção, perceber que faltam calçadas e que o sistema de transporte já não comporta a demanda.
Transporte
O eletricista Caio Oliveira, de 27 anos, precisa se deslocar diariamente da localidade de Marajó, pertencente à cidade de Cristalina (GO), onde vive, para Planaltina e diz que fazer o trajeto de ônibus não é fácil. “Os ônibus estão sempre cheios. Enfrentamos filas para conseguir embarcar. É pouco transporte para muita gente”, reclama.
O estado das pistas da cidade também é ruim e os problemas são constantes. “Os buracos surgem e ficam meses abertos. Quando reclamamos muito eles tapam, mas como o asfalto é de má qualidade logo as crateras abrem de novo”, diz Manoel Soares.

Outra reclamação antiga envolve o sistema de águas pluviais da cidade. Moradores se queixam que, quando chove, a água desce pela Avenida Independência em direção às ruas menores, que viram verdadeiros rios.
Além disso, o que deveria ser um Centro Olímpico com quadras, piscinas e pistas de corrida, parou em dois campos de futebol, que nem sequer foram gramados. O local, próximo à Administração Regional, está totalmente abandonado.
Promessa de soluções
Segundo a Assessoria de Comunicação da Administração Regional de Planaltina, as obras de construção do Centro Olímpico e reforma do Núcleo de Promoções e Eventos de Mídia foram retomadas há cerca de duas semanas. A previsão para a conclusão dos trabalhos é dezembro deste ano.
Sobre o sistema de águas pluviais, a Novacap informou que ao longo do ano fez operações de limpeza e desobstrução das bocas de lobo em Planaltina, com foco nos pontos críticos, com histórico de retenção de água. Além disso, foram construídos novos ramais e construídas bocas de lobo com o objetivo de facilitar o escoamento das águas pluviais.

A empresa afirma ainda que a manutenção das vias com operações tapa-buracos, limpeza e desobstrução de bocas de lobo, roçagem de grama e podas de árvores, é regular, mas caso o cidadão queira pode entrar em contato pelo telefone 3403-2626, de segunda a sábado, de 8h às 18h, para solicitar o serviço em sua região.
Saiba Mais
– A promessa do governo era reformar o Núcleo de Promoções e Eventos de Mídia na mesma época da obra de construção do complexo esportivo.
– Para isso, foram retiradas, há cerca de dois anos, as telhas da cobertura do espaço.
– A previsão inicial de entrega do complexo esportivo era março deste ano. Depois, a conclusão foi adiada para setembro.