Menu
Brasília

Miss Deficiente Visual do DF pede ajuda para competir no Miss Brasil 2012

Arquivo Geral

04/07/2012 12h38

Dione Maycon

dione.maycon@jornaldebrasilia.com.br

 

Há três meses, a recém-eleita Miss Deficiente Visual do Distrito Federal, Ednalva Rodrigues Barbosa, representante de Vicente Pires, busca recursos para seguir adiante no concurso nacional, que será realizado neste sábado (07), em Porto Alegre-RS. O concurso conta com a participação de mulheres cegas ou com baixa visão, que são selecionadas em todo o país.

 

A deficiência de Ednalva se agravou na adolescência, período em que ela perdeu 70% da visão. Hoje em dia, ela não consegue enxergar textos escritos a tinta e, em razão disso, ela adota o braile para leitura.

 

A partir da adolescência, o sonho em se tornar miss cresceu e, em 2012, ela conseguiu chegar a etapa local. Mas como nem tudo são rosas, a chance dela representar o DF na etapa nacional do concurso está praticamente nula, uma vez que até o momento, não há patrocinador para garantir as passagens da candidata e de uma acompanhante à capital gaúcha.

 

“Tem que ter alguém do DF para concorrer nesta etapa. Sem ajuda não conseguirei representar minha cidade”, conta. Ednalva também afirma que o concurso ajuda a mostrar as qualidades das mulheres que sofrem com a deficiência visual – como beleza e simpatia -, bem como estimula a inclusão social e radicaliza o preconceito.

 

Por ter pouca visão e pouca independência para ler placas e achar endereços, Ednalva não pode simplesmente se aventurar sozinha em uma cidade desconhecida para ela, como Porto Alegre. Se a passagem dela já está difícil de conseguir, a da acompanhante também está. Diante da falta de ajuda, ela ressalta que a família já não está mais esperançosa. “Meu marido pediu para que eu desistisse, porque ele percebeu que não irei conseguir ajuda”, diz.

 

O concurso Miss Deficiente Visual do Distrito Federal é promovido pela Associação Brasiliense de Ações Humanitárias (ABA). A edição de 2012 aconteceu em abril deste ano e, por não ser filiada a Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB), a ABA fica impossibilitada de inscrever Ednalva para a edição nacional do concurso.

 

“Infelizmente não somos filiados a ONCB. Deste modo, pedimos ajuda a ABDV (Associação Brasiliense de Deficientes Visuais), que nos atendeu e fez a inscrição dela”, informou Charles Jatobá, colaborador da ABA.

 

A partir daí, a ABDV busca recursos e patrocínios para que Ednalva participe do concurso no Rio Grande do Sul. “Estamos na busca para conseguir recursos para a compra das passagens para a Ednalva e para a acompanhante. Buscamos ajuda tanto em entidades públicas como privadas, mas até o momento não conseguimos nada”, afirma o diretor financeiro da ABDV, Flávio Luís.

 

Para o colaborador da Aba Charles Jatobá, é lamentável toda essa situação, mas que espera que alguém se sensibilise e ajude a realizar o sonho de Ednalva. “Ela se esforçou bastante. É uma pessoa comunicativa, bonita e simpática. Nós da Aba torcemos para que ela consiga chegar lá!”, disse.

 

Ednalda afirma que, quando se participa de um concurso como esse, a sensação de inferioridade praticamente desaparece, pois eles se sentem úteis, com vontade de viver e ganham uma nova percepção da vida.

 

“Para muita gente pode não ser importante, mas para nós é tudo! Ganhamos reconhecimento e mostramos que os deficientes visuais também tem beleza, simpatia e carisma. Além disso, representamos as mulheres brasilienses”, explica Ednalva.

 

Saiba mais

Quer ajudar a Ednalva? A Associação Brasiliense de Deficientes Visuais disponibiliza o telefone (61) 3322.9718 e o e-mail abdvweb@gmail.com, para que qualquer pessoa possa colaborar para realizar o sonho de Ednalva: comprar as passagens para Porto Alegre e representar o DF no concurso.

.

Além do contato com a ABDV, o internauta pode oferecer ajuda a Ednalva entrando em contato com a própria candidata pelo número 8571.2406.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado