Pouco menos de duas semanas após as eleições do Iate, que registraram empate pela primeira vez na história, é a vez do Minas Brasília Tênis Clube passar por processo eleitoral. A chapa Amor e Trabalho, do atual presidente Wagner Cesar Gripp, e a chapa S.O.S., do opositor Lucas Kontoyais, disputam amanhã quem será responsável pela gestão do clube nos próximos três anos.
O nome da chapa de oposição, S.O.S., se deve ao fato de seus membros acreditarem que o clube está “jogado às traças” e precisa de manutenção para diminuir os riscos à segurança dos frequentadores. “A gente presenciou uma gestão muito fraca. Nesses três anos, os atuais administradores tiveram acesso a quase R$ 20 milhões e o clube está do mesmo jeito que receberam”, reclama Kontoyais.
Ele também diz que mulheres e crianças não receberam a devida atenção, com brinquedos em más condições de uso jamais sendo restaurados e a escassez de atividades oferecidas a sócios do sexo feminino. “Eles se preocuparam demais apenas com o futebol. Até os banheiros estão em um estado de conservação ruim”, sentencia.

Esportes
O presidente Gripp admite que o foco maior de sua gestão é na parte desportiva, com a revitalização das categorias de base do clube sendo uma das prioridades dos trabalhos deste triênio, mas garante que outras questões não foram esquecidas. “Fizemos reformas em todos os vestiários, criamos espaços culturais, aquecemos as piscinas infantis… É só um associado entrar no clube que vai ver os reflexos”, diz.
A votação acontece no salão social do clube a partir das 10h deste domingo, e vai até as 16h. Dos 2,4 mil associados em condições de votar, estima-se que pouco mais de um terço compareça, a exemplo do que aconteceu em 2010.
Memória
Há 11 dias, outro grande clube de Brasília, o Iate, teve eleições disputadas que terminaram, de maneira inédita, em empate. O vencedor foi determinado após ser verificado quem era sócio do clube há mais tempo. Mas, conforme reportagem de 10 de outubro do Jornal de Brasília, Edison Garcia, da chapa Novos Tempos, contestou o critério de desempate, alegando poder provar que merecia a vitória sobre Júlio César Itacaramby, da chapa Sou Mais Iate, por meio de documentos.
Oposição aponta falta de transparência
Outro ponto de conflito é a transparência. Kontoyais diz que não há devida prestação de contas e que os balancetes não foram divulgados. “As obras de manutenção, se você olhar, não dão 3% do orçamento a que eles tiveram acesso. Não quero insinuar nada, mas onde foi parar o resto do dinheiro? Em investimento para o clube que não foi.”
Gripp garante que todas as contas de sua gestão foram aprovadas pela Assembleia Geral, que não teria tido motivos para questionamento dos valores e custos nos últimos dois anos. “Nós pegamos um clube com projeção orçamentária de R$ 4 milhões anuais. Projetamos para que isso aumentasse em 2012 para R$ 7,4 milhões e conseguimos cumprir 94% dessa projeção”, destaca o atual presidente.
Empate
O Minas Brasília Tênis Clube viveu uma situação bastante inusitada nas últimas eleições, em 2010. O atual presidente, Wagner Gripp, foi eleito após empate em 412 a 412 nas urnas e tomou posse por ser associado do clube há mais tempo.