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Brasília

Militares começam operação de combate à dengue

Arquivo Geral

23/03/2010 6h00

“Combate à dengue, boa tarde”. A frase foi a mais utilizada pelos militares treinados para o combate à doença durante a manhã e tarde de ontem. Cinquenta militares e agentes ambientais de vigilância à saúde abordaram as casas dos moradores da Estrutural e realizaram ações de prevenção aos focos do mosquito. A ação que teve início ontem acontecerá durante toda a semana nas cidades de Planaltina, Ceilândia e São Sebastião.

Por volta das 14h cerca de dez militares faziam a ação preventiva em todas as casas da Quadra 15 da Estrutural. “Aqui em casa estava tudo certo. Viro as vasilhas e não deixo acumular água nos cantos”, conta a auxiliar de serviços gerais, Elizabete de Almeida Nery, 38 anos. “O negócio aqui é pneu, sacos de salgadinho. Pedimos também para o pessoal furar as latas”, explica o soldado Benjamim. “Não encontramos resistência dos moradores, só um lote que estava abandonado mas jogamos o veneno lá”, completa.

Morador do conjunto G da quadra 15, o serralheiro Edivaldo Sousa Oliveira, 25, se mostrou consciente em relação aos perigos do mosquito. “Todo ano acontece e a gente tem que estar preparado. Fiquei mais ligado depois que o meu irmão contraiu a doença ano passado”, diz. “Quem tá por dentro tem que fazer por onde”, completa.

Na quadra 12 o trabalho foi maior. Lixo acumulado e poças dágua espalhadas pelas ruas. “Aqui é uma das piores, juntamente à 15, 16 e 17”, afirma Helano Campos, 39, agente de Vigilância Ambiental e Saúde. Helano revirava garrafas na casa de Lucélia Xavier de Souza, 24, quando um mosquito voou de uma delas. “A gente sempre pede para não deixar as latinhas e garrafas porque o ovo sempre nasce depois”, explica.

Outra preocupação dos agentes é a presença de ratos e ratazanas nas casas, pergunta comum na visita à todos os moradores. Os últimos dados oficiais da Secretaria de Saúde apontam 4294 casos notificados, 1956 confirmados do DF e 321 de outros estados. Na sexta-feira, 26 de março, agentes ambientais de saúde e os militares devem se reunir para decidir as próximas cidades a serem visitadas. Cada cidade visitada recebeu 50 profissionais. A Estrutural contou com o apoio de 50 militares do Exército, São Sebastião com 50 da Marinha, Ceilândia recebeu 50 profissionais do Exército e Planaltina 50 da Aeronáutica.

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