A greve dos metroviários, nesta quarta-feira (20) complica a vida dos passageiros que dependem do transporte para chegar ao trabalho. Só 30% dos trens estão rodando e desde às 6 horas apenas quatro trens haviam saído da estação na Avenida das Palmeiras em Taguatinga. A promessa é de que mais dois trens passem a circular a partir das 9 horas.
Na estação de Taguantinga, de tão cheio que está o trem, as pessoas empurram umas as outras para conseguirem entrar no vagão. O tempo de espera por um trem, normalmento de 10 minutos, chega a 40 minutos. As paradas e os ônibus também estão muito cheios. Foram colocados 240 veículos a mais para rodar na cidade para suprir o fluxo de passageiros. Para atender os moradores de Ceilândia, Taguatinga e Águas Claras cerca de 100 ônibus da Planalto estarão disponíveis, além dos que já circulam nos locais. Já a população do Guará e Samambaia, receberão aproximadamente 90 ônibus da Viplan.
Os metroviários optaram na noite desta terça-feira (19) pela greve. A decisão foi tomada após assembleia na Praça do Relógio, em Taguatinga.
Os funcionários discutem a possível greve desde março. No entanto, nenhuma decisão foi tomada para evitar a paralisação do serviço. Antes disso, duas tentativas de negociação com a empresa foram feitas, mas, nenhuma delas foi aceitas pelos funcionários do Metrô-DF. Não há data para o término da greve.
Com o quadro de funcionários defasado, passam pelas estações do Metrô do Distrito Federal cerca de 150 mil usuários diariamente. A expectativa é para que o número dobre no ano que vem. Os metroviários além de pedir a contratação dos aprovados no concurso de 2009, pedem um novo concurso para suprir a necessidade da população. Outra reivindicação dos metroviários é a redução da jornada de trabalho dos pilotos de 40 horas para 30 horas semanais.
Nota do metrô-DF à imprensa
Considerando os avanços no processo de negociação e o claro compromisso desta Empresa com a missão de sanar divergências nas relações de trabalho, entendemos ser irresponsável e totalmente inoportuna a paralisação das atividades metroviárias, provocada pelo SindMetrô-DF.
Tal atitude representa prejuízo incalculável à população do Distrito Federal e encerra o diálogo entre a Empresa e os metroviários. Com a decisão de dar início à greve, ficam retiradas as propostas efetuadas à categoria, cabendo exclusivamente à Justiça do Trabalho a decisão sobre a legalidade do movimento.
Até o momento, o Sindicato dos Metroviários do DF vinha obtendo, por parte da Direção do Metrô-DF, uma demonstração inequívoca do propósito de manter aberto o diálogo. Tanto é assim que, dentro dos limites orçamentários e legais impostos pelo momento atual, a Companhia propôs à categoria, depois de discutir exaustivamente o assunto:
– Convocação até o próximo dia 25 de todos os aprovados que constam no cadastro reserva para os cargos de Agente de Estação e de Piloto, em que pese já ter convocado três vezes o número de vagas disponíveis no edital;
– Implantação da jornada de 30 horas para os pilotos, em caráter experimental, durante 90 dias, contados a partir de 1º de novembro, sem redução salarial;
– Aguardar a decisão definitiva do Tribunal Superior do Trabalho acerca do processo relativo ao retorno dos metroviários às bilheterias;
Para minimizar os efeitos da greve, haverá reforço de 190 ônibus nas áreas atendidas pelo Metrô-DF a partir desta quarta-feira (20).
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