A palavra final foi pela greve. Ao final de uma assembleia que durou mais duas horas, os metroviários decidiram cruzar os braços a partir da próxima segunda-feira. Cerca de 150 servidores, reunidos próximo à Estação Águas Claras, votaram pela paralisação. A categoria afirma que irá respeitar a lei, mantendo 30% do efetivo em operação, mas espera uma adesão de 90% dos funcionários.
“A greve é o último recurso. Por duas vezes concedemos prazo para o governo. Não houve uma negociação. A única alternativa que sobrou foi a greve”, afirmou o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários (SindMetrô), Israel Almeida Pereira.
Hoje, o DF possui 1,1 mil metroviários. O pagamento médio da categoria é de R$ 1,4 mil ao mês. A principal reivindicação é um aumento médio real de 25%, elevando a média salarial para R$ 1,7 mil. Em função da proximidade dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, o Palácio do Buriti suspendeu aumentos reais para servidores, até segunda ordem.
“Não dá para entender isso. Para os terceirizados houve um aumento de 25%. A arrecadação da companhia cresceu. Em março foram divulgados R$ 49,6 milhões. Eles poderiam pegar parte desses recursos e reverter em benefícios. E no primeiro trimestre a receita do GDF teve aumento de 10,9%”, argumentou Pereira.
Na semana passada, o governo enviou para os metroviários uma carta, pedindo mais tempo. Procurada pela reportagem, a direção do companhia disse que fará o possível para minimizar os transtornos para a população, caso a greve se concretize.