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Brasília

Menina de cinco anos morre por falta de atendimento médico

Arquivo Geral

26/11/2010 12h16

Uma menina de apenas 5 anos morreu nesta quinta-feira (25) por falta de atendimento médico no Hospital Municipal de Santo Antônio do Descoberto. Se comprovada negligência no atendimento, responsáveis podem ser indiciados por homicídio culposo.

Amanda Rilley Sousa Santos sofria de cardiopatias e paraplegia. Ao passar mal na última quarta-feira (24), a paciente foi levada por familiares ao hospital. Já na unidade, Amanda não teria sido atendida pela equipe do plantão, falecendo no dia seguinte.

Segundo o pai, Gisley Fernandes da Conceição, 29 anos, os médicos não atenderam Amanda porque estão há quatro meses sem receber o salário. O diretor clínico do hospital, Rodrigo Moraes, afirma que foi avisado e se deslocou até o hospital para realizar o atendimento, entretanto, ao chegar no local, não conseguiu ajudar a paciente. Ainda na tarde de ontem, Moraes pediu exoneração do cargo, alegando que seus colegas de trabalho não tinham responsabilidade. “Alguns médicos avisaram tardiamente que não iriam comparecer à unidade e por isso não conseguimos organizar uma escala de reposição”, explica o ex-diretor.

O corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para realização de autópsia e identificação dos motivos do óbito. O secretário de saúde de Santo Antônio do Descoberto, Geraldo Lacerda, se reuniu com os plantonistas para esclarecer o que teria acontecido, entretanto os funcionários informaram que não foi solicitado atendimento para a criança. Lacerda afirmou que, se for comprovada a negligência médica, ele  é a favor da responsabilização dos culpados.

Os funcionários da unidade reclamam da falta de materiais e da infra-estrutura. Eles reclamam que o governo não investe no hospital a mais de dois anos. “Nosso hospital tem equipamentos precários. Falta tudo, só temos matéria humana aqui”, reclama o ex-diretor clínico.

O delegado responsável Cleber Júnior informou, terminadas as investigações,  existe a possibilidade de quatro médicos da unidade serem indiciados por homicídio culposo.

Leia íntegra da matéria na edição deste sábado (27) do Jornal de Brasília

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