Enquanto a maioria das pessoas vai para o trabalho de carro, moto, ônibus ou metrô, o empresário Augusto César Ziller faz o trajeto de uma forma bem peculiar, utilizando como meio de transporte um par de patins. Guto, como é conhecido, patina há cerca de 17 anos e raramente utiliza o carro para se deslocar. Todos os dias ele sai de casa, na 402 Norte, e vai para um shopping no Lago Norte onde possui uma loja. Guto afirma que só usa o carro nos fins de semana e quando precisa levar o filho Ítalo, de 3 anos, para a escola.
Até os 18 anos, o empresário nunca tinha andado de patins. “Comecei por influência de uma namorada e tive facilidade com o esporte, então não parei mais”, conta. O irmão também contribuiu para Guto tomar gosto pela vida sobre rodas. “Ele patinava e eu nunca admiti que ele fosse melhor que eu em nada”, brinca.
Quando ganhou um carro do pai, Guto estudava longe de casa e não tinha dinheiro para abastecer o veículo. Foi aí que tudo começou. “Como eu não tinha dinheiro para o combustível, resolvi ir de patins. Depois desse dia, tornei disso um hábito”, diz.
Ele afirma que economiza bastante utilizando o patins como meio de transporte. “Eu gasto cerca de R$ 750 por ano com o patins. É uma economia grande se você comparar com outros meios”, afirmou. No início, os funcionários da loja de Guto se surpreenderam, mas acabaram se acostumando com o meio de transporte dele. O empresário acredita que o espanto das pessoas se deve à cultura da cidade. “Em Brasília, as pessoas almejam ter um carro e por isso se surpreendem quando eu chego de patins”, afirmou.
Investimento estrutural
Guto acredita que, para que as pessoas possam utilizar novos meios de transporte com segurança, é preciso investir na estrutura lógica da cidade. “Não adianta fazer uma ciclovia no Lago Sul, ninguém trabalha lá”.
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