Camila Costa
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Ficar sem água é um transtorno para qualquer cidadão. Algumas horas sem esse recurso básico mudam toda a rotina de uma casa ou de um comércio. Hoje, em Brasília, a capacidade de produção da Companhia de Abastecimento de Água do Distrito Federal (Caesb) é de 8,50 metros cúbicos (m³) por segundo, enquanto, do outro lado, os brasilienses demandam um consumo de 8,4 m³ por segundo (na máxima do consumo), ou seja, bem próximo do limite do abastecimento. Segundo o diretor da Caesb, Maurício Ludovice, a situação ainda não é alarmante, mas as ações para evitar a falta d’água devem começar desde já.
A avaliação do abastecimento de água do Distrito Federal (DF) foi apresentada durante a primeira reunião do Conselho de Recursos Hídricos do DF, na última quinta-feira, junto com um panorama atual e futuro de Brasília. Um dos principais assuntos foi, justamente, as ações para garantir a distribuição de água na capital federal, que não investe em melhorias no sistema desde a década de 70, segundo um estudo feito pela Caesb. O sistema de gerenciamento dos recursos hídricos do DF e o projeto de recuperação da bacia do São Bartolomeu também foram temas da reunião.
De acordo com a avaliação do órgão, se os investimentos no setor de distribuição não avançarem, o ritmo do abastecimento de água ficará cada vez mais difícil, dentre os próximos cinco anos.
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