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Média de óbitos por afogamento tem ligeiro aumento no DF

O número apresenta um acréscimo de aproximadamente 2% nos óbitos em relação ao ano passado, com 14 mortes em 54 atendimentos

Desde 1998, 0 Brasil apresenta uma média 2,7 mortos por 100.000 habitantes. De acordo com dados disponibiliziados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o DF tem a menor média nacional (1,39/100.000). Em 2021, até o mês de julho, foram vinte e cinco afogamentos, que resultaram em sete mortes.

O número apresenta um acréscimo de aproximadamente 2% nos óbitos em relação ao ano passado, com 14 mortes em 54 atendimentos. Entretanto, o número aindaa é muito menor que o de 2019, antes da pandemia da covid-19, onde no DF, 48% dos atendimentos de afogamento no DF, resultaram em óbito.

De acordo com a CBMDF, mais de 90% das mortes ocorrem por ignorar os riscos; não respeitar os limites pessoais e desconhecer como agir. Menores de 14 anos, comportamento de risco, falta de supervisão, pessoas epilépticas, além do uso do álcool, aumentam os riscos de se afogar de 15 a 19 vezes.

Os homens foram maioria entre as vítimas que tinham acima de 18 anos, geralmente aos sábados e domingos, entre as 11h e 19h.

Em 2019, foram 15 afogamentos por dia no Brasil, cerca de uma vítima a cada 90 minutos. Destes, quase a metade das vítimas tinham até os 29 anos. Entre crianças de 1 a 9 anos de idade, 59% das mortes ocorreram em piscinas e residências. O afogamento foi a 2ª causa/óbito de 1 a 4 anos, 3ª causa de 5 a 14 anos e 4ª causa de 15 a 24 anos.

Confira as dicas da CBMDF para evitar afogamentos:

PREVENÇÃO EM PISCINAS
– Desligue a bomba ao usar a piscina;
– Monitore constantemente as crianças;
– Controle o acesso a piscina (grades, redes, lonas);
– Não deixe brinquedos dentro ou próximo à piscina;
– Não se distraia com conversas, telefone ou outras tarefas de casa;
– Ensine sua criança a nadar;
– Evite o uso de bebidas alcoólicas;
– Evite o exibicionismo e brincadeiras perigosas;
– Evite competições de apnéia (prender o fôlego embaixo d’água);
– Não treine apnéia sem supervisão adequada;
– Contrate Guarda-vidas habilitados (piscinas coletivas);
– Tenha equipamentos salva-vidas disponíveis;
– Aprenda primeiros socorros;

PREVENÇÃO EM CACHOEIRAS
– Sempre analise a previsão do tempo
– Quanto mais isolada e de difícil acesso for a cachoeira, maiores deverão ser os cuidados;
– Evite exibicionismos (saltos, escaladas, etc);
– Não se arrisque por uma selfie. Avalie o risco do local antes da fotografia;
– Estabeleça uma rota de fuga prévia;
– Mantenha seus pertences organizados e próximos a rota de fuga, de modo a permitir uma rápida saída;
– Monitore a incidência de chuva na cabeceira do rio;
– Estabeleça pontos de referência para avaliar o nível da água;
– Observe a mudança na cor da água ou a chegada de detritos;
– Tenha um apito e combine com os demais o padrão de alarme;
– Nunca dê um falso alarme;
– Sempre deixe alguém ciente do seu passeio, localização e hora de retorno;

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Todas as suas Unidades do CBMDF tem capacidade de dar a primeira resposta a casos de afogamento. Mantemos ainda o Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), o Grupamento de Aviação Operacional (GAVOP) e o Posto DELTA 1 em condição de se deslocar a qualquer ponto do DF e entorno, a qualquer hora, levando equipe médica, mergulhadores e guarda-vidas para o atendimento. Aos sábados, domingos e feriados são mantidos cinco postos extras de guarda-vidas no Lago Paranoá (Ermida Dom Bosco, Ponte JK, Ponte do Bragueto, Ponte Costa e Siva e Piscinão do Paranoá).

 






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