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Brasília

Marido é um dos suspeitos do triplo homicídio em Formosa

Arquivo Geral

26/10/2010 8h05

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

A Justiça de Goiás decretou a prisão temporária, por 30 dias, do agricultor Raimundo Nonato, 35 anos, conhecido como Piauí. Ele suspeito de ter matado a golpes de machado na cabeça e facadas no pescoço, a companheira Odalice Rodrigues Machado, 29 anos, e a filha do casal, Clarice Machado da Silva, quatro anos, com machadadas na cabeça e no peito. Além das duas, a polícia encontrou também o corpo de Isac de Jesus Machado da Silva, cinco anos, também filho do casal. O garoto teria sido agredido com um soco no rosto e morto a pauladas, supostamente pelo também agricultor Sebastião Cardoso Santos, 39 anos, o Baiano. Os crimes ocorreram em um assentamento a 150 quilômetros de Formosa (GO).

 

A polícia trabalha com a hipótese de crime passional. O pedido de prisão temporária é para o esclarecimento dos motivos que teriam levado Raimundo a matar a companheira e a filha. Segundo o delegado Amaury Araújo Sales, plantonista no Centro Integrado de Atendimento e Despacho (Ciops) de Formosa (GO), Sebastião Cardoso teria confessado, em depoimento, ser o autor da morte de Isac. Porém, afirmou que o pai e companheiro teria assassinado Odalice e Clarice.

 

Raimundo negou o crime, mas nos depoimentos prestados teria caído em contradição e não conseguido convencer os policiais que trabalham no caso. “Existe uma série de evidências que levam a acreditar no envolvimento do pai na morte da mulher e da filha”, afirma Amaury Araújo. O delegado suspeita também da relação existente entre os suspeitos. Os dois sempre procuraram ficar juntos durante o desfecho do caso.

 

mortes na quinta

Foram Raimundo e Sebastião que registraram o desaparecimento de Odalice e do casal de filhos. A  ocorrência foi feita na última sexta-feira. No entanto, a polícia acredita que, pelo estado de decomposição dos corpos, as mortes ocorreram na quinta-feira. A comprovação da data deve sair em dez dias, prazo que o Instituto Médico-Legal (IML) de Formosa pediu para emitir o laudo cadavérico. “Sebastião é taxativo nas declarações, enquanto Raimundo tenta a todo custo negar as evidências dos fatos”, diz Amaury.

 

 

Leia mais na edição desta terça-feira (26) do Jornal de Brasília

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