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Brasília

Mantido por casal, abrigo cuida de mais de 500 animais abandonados

Arquivo Geral

07/01/2011 7h17

Tudo começou com um lar temporário para animais, que abrigava 20 cachorros. Hoje, três anos depois, são 329 cães e 196 gatos. Eliane Zanetti e o marido, Rafael Estevão de Oliveira Antunes, trabalharam muito tempo no Zoológico de Brasília, mas quando saíram do emprego resolveram se mudar para uma construção abandonada em Luziânia, que pertencia à família de Rafael. Após um ano mantendo a casa como lar temporário de animais, Eliane resolveu voltar para o interior de São Paulo, onde havia sido nomeada para um novo emprego, mas ninguém apareceu para buscar os cachorros e ela acabou ficando na cidade e ampliando o abrigo no local.

 

O Augusto Abrigo, nome em homenagem ao avô de Eliane,  que curava com chá e ervas animais que seriam sacrificados, recebe principalmente animais doentes, que por terem tido filhotes, ou estarem gestantes tenham sido abandonados. É o abrigo com maior número de animais da região, que atualmente registra uma marca de 40 mil cães e gatos abandonados.

 

O abrigo vive apenas de doações, muitas vezes feitas pelos próprios voluntários que trabalham lá. Além de Eliane, de Rafael e da filha Helena, são apenas dez voluntários cuidando de todos os animais e do local. Eliane e Rafael são artesãos e arcam com grande parte das despesas do abrigo com seu próprio dinheiro. São cinco sacos de 25 quilos de ração para os cães todos os dias.  Rafael resolveu estudar Medicina Veterinária, pois os custos com veterinário são grandes e o abrigo não possui um voluntário para ajudar nessa área.

 

 

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (07) do Jornal de Brasília

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